Insights sobre o homem

Pergunta: Como você explicaria a queda do homem?

Sri Chinmoy: Todos os dias somos atacados pela dúvida; todos os dias somos inspirados e energizados pela . Quando somos atacados pela dúvida, percebemos que a nossa consciência baixa. Não conseguimos expandir. Duvidamos da nossa própria capacidade, mesmo da nossa própria existência. Quando a dúvida entra na nossa mente de manhã cedo, fica impossível sairmos do nosso pequeno quarto mental. Contudo, quando somos inspirados e energizados pela fé, sentimos que o mundo inteiro nos pertence.

Cada ser humano aqui possui dúvida e fé. Quando usa o seu instrumento dúvida, ele sente que tudo na sua vida fica circunscrito. O seu progresso é sobrestado. Mas, quando usa o outro instrumento, a fé, ele sente que está voando no mais alto plano de consciência e cantando a canção do sempre-transcendente Além.

Todos os dias podemos nos limitar ou nos libertar. Cantamos a canção das amarras consciente ou inconscientemente quando alimentamos a dúvida abundante dentro de nós. Caímos da árvore-realidade seguidamente quando brincamos com a nossa amiga-dúvida. E, quando mergulhamos fundo e trazemos à tona a nossa fé coração-iluminadora e alma-manifestadora, escalamos alto, mais alto, altíssimo na árvore-realidade.

Pergunta: Como podemos ter harmonia em nosso ser quando há movimentos conflitantes em nosso interior?

Sri Chinmoy: Para adquirir harmonia, é preciso de paz de espírito. Para ter paz de espírito, é preciso orar e meditar o com toda a sinceridade no Piloto Interior, que criou a necessidade de harmonia interior. Se orar corretamente, a paz de espírito e harmonia serão refletidas em todos os seus movimentos externos. Quando a mente tem paz, sempre há harmonia em todas as atividades que acontecem no ser.

É melhor meditar na natureza ou na cidade?

Donna Halper: Com relação à meditação (e tenho certeza de que há muitas pessoas interessadas em saber o mesmo), tenho pensado nisto: qual é a diferença entre o que se pode chamar de meditação secular – ou seja, simplesmente ir para algum lugar afastado que seja agradável e tranquilo, guardando bons pensamentos – e a meditação que você faz com o seu tipo de música e coisas desse tipo? Há alguma diferença entre elas, ou são ambas simplesmente passos pelo mesmo caminho?

Sri Chinmoy: Se algumas pessoas sentem paz de espírito vivendo em áreas mais rurais e tendo vidas mais tranquilas, isso lhes é bom. Outras pessoas podem querer vivenciar uma vida mais disciplinada. Elas sentem que a meditação é algo muito sagrado; não é algo casual. Para essas pessoas, é recomendável que meditem com máxima concentração e numa sala de meditação. Se é numa cidade ou numa zona mais rural, isso não importa. Essas pessoas certamente farão progresso mais rápido que aquelas que vão para o campo e apreciam a beleza e pensam bons pensamentos. Mas ambas as estradas levam ao mesmo destino.

Porque meditar de olhos abertos

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“O silêncio transforma tudo em beleza.” -Sri Chinmoy

Qual é a melhor forma de meditar?

Qual é a melhor forma de meditar?

Sri Chinmoy: A melhor forma de meditar é sentir que você veio da Fonte. Essa Fonte é o Deleite. Quando meditar, sinta que veio dessa Fonte e que está retornando a Ela vitorioso e triunfante. Aqui na terra você cumpre seu papel e então retorna para a Fonte. As escrituras indianas dizem:

“Viemos do Deleite,

Nos tornamos o Deleite.

Ao fim da nossa jornada

Retornamos ao Deleite.”

Essa é a melhor forma de meditação.

Como encontrar paz de espírito?

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Qual a melhor forma de encontrar paz de espírito na mente?

Sri Chinmoy: Não temos paz de espírito na mente porque sentimos que somos as pessoas mais importantes do mundo. Sentimos que, se não fizermos isto e não dissermos aquilo, o mundo desaará ou tudo dará errado imediatamente. Podemos encontrar paz de espírito se pudermos sentir de forma consciente que não somos importantes, não somos indispensáveis. Quando sinceramente sentimos que Não somos indispensáveis, não teremos de ir a qualquer lugar para termos paz, pois a paz virá a nós imediatamente. Se sentimos que o nosso dever é servir o mundo, isso é bom. Mas se sentíssemos que nosso dever é iluminar o mundo e que, se não iluminássemos o mundo ele continuaria repleto de escuridão, isso não seria a coisa certa a se fazer. Eu não sou indispensável. Você não é indispensável. Apenas Deus é indispensável.

Outra forma fácil para encontrar paz de espírito é sentir que nada é importante além do seu valor. Se perdemos algo, devemos sentir que aquilo não é importante em nossa vida, que ela não será arruinada apenas porque perdemos essa coisa. Tudo no mundo pode nos abandonar, contanto que nós não abandonemos Deus e Deus não nos abandone. Deus nunca nos abandonará, pois Ele é todo Compaixão. E, mesmo que tentemos com todas as forças, não conseguiremos abandonar Deus, pois Ele é onipresente. Portanto, não precisamos nos preocupar com nada neste mundo. Não precisamos ficar irritados ou agitados por causa de qualquer coisa na Terra.

Temos de saber e sentir que, exceto por Deus e nosso clamor interior pela Verdade, nada no mundo é indispensável. Se tivermos o anseio interior, conseguiremos Deus. Uma vez que tivermos Deus conscientemente como parte de nós, teremos tudo. As pessoas comuns não oram, não meditam. Deus é apenas uma ideia vaga para elas. Elas sabem que Deus existe, mas onde está Ele, quem é Ele e o que Ele está fazendo? Elas não conseguem responder essas perguntas. Apenas as pessoas espirituais sabem que Deus está dentro do coração, que Ele é todo Amor e que Ele está fazendo o Seu Jogo divino em nós e através de nós. Para pessoas espirituais, Deus é uma Realidade, uma Realidade constante.

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Outros textos relacionados à paz de espirito:

Sri Chinmoy fala sobre a mente e o coração

Como esvaziar a mente

O coração e a mente: meditação e psicologia

Textos de Sri Chinmoy traduzidos e compilados por Patanga Cordeiro, servidor público, ultramaratonista, voluntário. Instrutor de meditação voluntário no Centro Sri Chinmoy em São Paulo e outras cidades do Brasil desde 2004.

Como superar o medo através da meditação

Como superar o medo? É possível superar o medo com a meditação?

Pergunta: Como superar o medo através da meditação?

Sri Chinmoy: Meditação é a única forma de superar o medo. Não há outra forma. Não importa quantas injeções recebamos dos médicos, o medo não nos deixará. Por que a meditação nos auxilia a superar o medo? Na meditação, nos identificamos com a Vastidão, com o Absoluto. Quando tememos alguém ou algo, tememos porque não sentimos que aquela pessoa ou coisa é parte de nós. Mas, quando estabelecemos unicidade consciente com o Absoluto, com a Vastidão infinita, então todos e todas as coisas são partes de nós. Como poderíamos ter medo de nós mesmos?

A meditação nos relaxa e então nos expande. Se não meditamos, ficamos separados. Então surge a destruição ou extinção. O propósito da meditação é unir, expandir, iluminar e imortalizar a nossa consciência. Quando meditamos, entramos no nosso Divino. Quando conversamos com nossos amigos ou passeamos, não estamos conscientes da nossa Divindade. Mas, quando meditamos, tentamos conscientemente ficar cientes da nossa Divindade mais interior. O Divino não precisa temer o humano. Longe disso! O Divino possui poder infinito. A humanidade, em comparação com o Divino, não tem poder. Quando possuímos acesso livre à Divindade, quando nossa existência completa, interior e exterior, fica carregada do Poder infinito e ilimitado do Divino, como podemos ter medo da humanidade? É impossível!

Através da meditação, o medo interior e exterior devem nos deixar. O medo interior é infinitamente mais difícil de afastar. Mas, com o auxílio da meditação, o nosso medo interior nos deixará. Agora você teme o medo. Você é vítima do medo porque não sabe expandir a sua consciência. É por isso que a todo momento você está à mercê do medo. Mas, quando tomar refúgio no Divino, com o auxílio da meditação, o medo o deixará, pois sentirá que está batendo à porta errada. Agora você está indefeso, mas o medo ficará indefeso quando ver que através da meditação você está em contato com algo poderoso, muito poderoso.

Como superar o medo no emocional

Se quisermos superar o medo no vital, devemos nos concentrar no nosso próprio ser interior. Mas isso é difícil para iniciantes. Se quiserem conquistar o medo no vital, digo que devem tentar expandir o verdadeiro vital que há em si. Temos dois tipos de vital. Um é agressivo, e o outro é dinâmico. Todos os dias utilizamos o vital agressivo, com sua capacidade de luta. Mas o vital dinâmico deseja criar algo em breve e de forma divina, iluminiada. Portanto, se pudermos nos concentrar ou focar nossa atenção nesse vital, no vital dinâmico, expandiremos nossa consciência lá. Não poderá então haver medo no vital.

Como superar o medo no coração

Para superar o medo no coração não-aspirante, precisamos tomar auxílio direto da alma. Quantos de nós vimos ou sentimos a alma? Quando meditamos no centro do coração, devemos saber se realmente estamos meditando no coração. A seguir, a cada momento, ou a cada respiração, cavamos fundo. Não é uma escavação violenta, não! É um sentimento divinamente intensificado que há dentro do seu coração de que você está indo fundo, muito fundo dentro de si. A cada vez que respira, sinta que está mergulhando fundo. Alguns meses depois, você sentirá um leve toque; ouvirá um som minúsculo. Quando ouvir o som, tente verificar se ele é causado por algo ou não. Quando ouvimos um som, normalmente é porque duas palmas se batem ou dois objetos se chocam. Mas esse som na alma não é resultado de nada, é espontâneo. Assim, quando sentir esse som em seu interior, como um gongo celestial, você superará o medo no coração não-aspirante.

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Textos de Sri Chinmoy traduzidos e compilados por Patanga Cordeiro, servidor público, ultramaratonista, voluntário. Instrutor de meditação voluntário no Centro Sri Chinmoy em São Paulo e outras cidades do Brasil desde 2004. Outros textos:

Como aprender mais sobre os sonhos

Meditação e o significado de fazer promessas na vida espiritual

 

Progresso espiritual e compreensão intelectual

Nosso progresso espiritual é auxiliado pela compreensão intelectual das coisas?

Sri Chinmoy: Não é nada necessário compreender algo intelectualmente. Muitos gigantes espirituais não usaram a mente; usaram o coração ao invés. Através da unicidade do seu coração com Deus, eles sentiram e realizaram tudo. Compreensão é uma palavra muito enganosa. Quando hoje entendemos algo de uma forma particular, essa compreensão pode não nos satisfazer amanhã. Podemos desenvolver outro tipo de compreensão e ver que a compreensão de ontem foi completamente inútil. Portanto, utilizar o intelectio não é o caminho correto.

Mas o intelecto pode se entregar à unicidade do coração e dizer: “Eu não tenho satisfação duradoura ao compreender de forma intelectual. Tentarei obter alegria através da minha identificação com a Realidade altíssima.” As decisões da mente estão mudando constantemente, e portanto nunca conseguimos encontrar certeza verdadeira e satisfação no caminho da mente. Mas, se seguirmos o caminho do coração, veremos que o coração imediatamente se identifica com a Realidade – não importa o que seja a substância ou essência dessa Realidade.

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Textos de Sri Chinmoy traduzidos e compilados por Patanga Cordeiro, servidor público, ultramaratonista, voluntário. Instrutor de meditação voluntário no Centro Sri Chinmoy em São Paulo e outras cidades do Brasil desde 2004.

Aprenda a parar a mente

Aprendendo como parar a mente

Tem horas que minha mente não para, e me pergunto “como parar a mente”? A resposta de Sri Chinmoy tem sido a solução constante. Ela exige prática e determinação, mas funciona perfeitamente.

No dia 18 de março de 1977, Sri Chinmoy respondeu a uma série de perguntas do United Nations Meditation Group em Genebra, Suíça.

Pergunta: Como paramos a mente?

Sri Chinmoy: Há diversas formas para parar a mente. Uma maneira é repetindo o Nome de Deus e perder-se dentro da repetição do Nome. Ou pode-se repetir um mantra, que é uma palavra sagrada ou cântico. Quando se repete um mantra ou o Nome de Deus, há um fluxo contínuo. Se for “Deus, Deus, Deus,” dentro da repetição devemos nos perder. Então a mente pára.

Há outra forma ainda. Deve-se encarar a mente como um objeto material. Podemos pegar um objeto material e colocá-lo em qualquer lugar que quisermos, ou lançá-lo muitíssimo longe, de acordo com a nossa força. Ou seja, podemos pegar a mente como um objeto material e jogá-la longe, ou podemos colocar a mente onde quer que desejemos. Se uma criança levada nos indomoda, levamos essa criança levada para um canto e a ameaçamos, deixando-a lá. Pode-se fazer isso com a mente também.

Uma terceira maneira é esquecer completamente da existência da mente. Ignore a mente e sinta-se apenas o coração. Não basta dizer “eu tenho um coração.” Deve-se dizer “eu sou o coração, eu sou o coração.” Então as qualidades do coração permearão o ser por completo, e a mente pára automaticamente. Há muitas outras formas, mas essas três são suficientes para qualquer indivíduo, e pode-se escolher qualquer uma das três para parar a mente.

A mente possui uma vontade própria; ao mesmo tempo, ela pode ser vítima de forças hostis ou se render às forças mais elevadas. Vontade limitada todos nós temos. Quando não usamos nossa vontade limitada, permitimos que Deus nos conquiste ou que a força-ignorância nos conquiste. Mas, se utilizarmos a mente corretamente, não nos entregaremos às forças não divinas que nos atacam. …

 

Pergunta: Como podemos silenciar a mente na meditação?

Sri Chinmoy: Tente inspirar tão silenciosamente e lentamente quanto o possível, de forma que, se você colocasse um fino fio diante do seu nariz, ele não se moveria. Então você verá que a sua meditação será profunda e a sua mente ficará calma e silenciosa.

Então imagine algo muito vasto, e também calmo e silencioso. Quando começar a meditar, sinta que dentro de você há um vasto oceano, e que você mergulhou fundo adentro. Lá no fundo tudo é tranquilidade, uma enxurrada de tranquilidade.

 

Como podemos silenciar a mente na meditação?

Como silenciar a mente na meditação? Mantra e japa

 

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Textos de Sri Chinmoy traduzidos e compilados por Patanga Cordeiro, servidor público, ultramaratonista, gosta de brincar como criança. Instrutor de meditação voluntário no Centro Sri Chinmoy em São Paulo e outras cidades do Brasil desde 2004.

A meditação pode melhorar a liderança?

A meditação pode melhorar a liderança?

Trechos do discurso de Sri Chinmoy no Auditório Dag Hammarskjold em 12 de Setembro de 1974, na sede da ONU.

A meditação pode aumentar a liderança? A resposta é afirmativa. A meditação consegue e melhora a liderança. Mas devemos saber o que queremos dizer com meditação. Se meditação quer dizer uma vida de reclusão, se a meditação é apenas um triunfo individual sobre si, essa meditação nunca aumentará a capacidade de liderança. … Apenas quando há duas pessoas é que a liderança é importante ou necessária. Eu tomo a frente, ou outra pessoa toma a frente.

Mas, se meditação é uma expansão da nossa consciência, se na meditação somos para todos e de todos – que somos da nossa divindade interior e existimos pela humanidade aspirante – nossas qualidades de liderança estão destinadas a aumentar. Se encararmos a liderança como algo qualitativo, devemos sentir que a luz da meditação fará com que a qualidade vá do luminoso ao mais luminoso e ao luminosíssimo. Se encaramos a liderança como algo quantitativo, podemos dizer que a luz da meditação nos permitirá transformar o muito em muito mais, e o muito mais no máximo.

Quando encontramos liderança, o físico em nós se rende, porque está ciente das suas limitações… O vital em nós enxerga a liderança como uma espécie de desafio do mundo interior ou exterior. Após aceitar o desafio, o vital quer conquistar e dominar o mundo a seu redor… Na liderança mental, percebemos que o mundo ao nosso redor é todo imperfeição e que apenas o nosso mundo mental é perfeito…. Mas há um outro tipo de liderança, a liderança psíquica, a liderança do coração. Ela é totalmente diferente da liderança mental e vital. A liderança psíquica é fundada na percepção e unicidade interior com a realidade como um todo. Aquele que lidera no coração é o verdadeiro líder. Não se trata de uma liderança autoinventada. Essa liderança é o reconhecimento da unicidade inseparável com o resto da humanidade. Um é por todos, e todos são por um. …

No mundo exterior, o líder é aquele que tem mais capacidade do que um ou muitos outros indivíduos. Se a sua capacidade é muito maior, ele se torna o líder. Mas na vida espiritual é diferente. Na vida espiritual, a verdadeira liderança depende da consciência que se tem da realidade e a aceitação constante dessa realidade como parte integrante de si. Se alguém consegue aceitar a realidade ao seu redor como parte de si a despeito das imperfeições, limitações e amarras, ele é o verdadeiro líder – e não aquele que possui um pouco mais de capacidade do que outro ou do que o resto do grupo. Aquele que considera seus irmãos e irmãs parte de si, aquele que aceita o desafio da ignorância e se coloca diante da noite-ignorância determinado a conquistá-la e transformá-la numa enchente de Luz – esse é o verdadeiro líder. Na vida espiritual, liderança é o nosso desejo consciente de ser um instrumento escolhido do Supremo.

 

O significado de Namastê, Gruss Gott, Graças a Deus

O significado de Namastê, Gruss Gott, Graças a Deus

por Patanga Cordeiro

Graças a Deus

Recentemente, tive umas boas meditações e, como sempre, o resultado no dia a dia é claro. Falando com as pessoas, de repente alguém fala um “Graças a Deus”, e o significado literal me salta aos olhos. Sim, é graças a Deus mesmo que essas coisas acontecem. Não é só uma figura de linguagem. É uma realidade sólida, muito mais sólida e muito mais realidade que qualquer outro fato do nosso cotidiano.

… A graça divina está constantemente descendo sobre nós. Aqueles que estão aspirando sinceramente são conscientes desta Graça divina, mas aqueles que não estão aspirando estão mantendo a sua porta do coração permanentemente fechadas. Se nós sentimos que o Supremo é a Graça, então nós devemos ver Suas infinitas qualidades, Paz, Luz e Bem-Aventurança, estão prontas no processo de entrar em nós, continuamente seguindo em e através de nós e tornando-se parte e parcela de nossa vida interior e exterior. Nós temos somente que permitir o fluxo da Graça nos carregue para dentro da Fonte, que é o Supremo.
A Graça de Deus é como os raios de sol. O sol está sempre lá, mas o que nós fazemos? Nós acordamos tarde. Ao invés de acordar as cinco e meia ou às seis horas, nós acordamos às oito ou às nove horas. Então nós não temos a benção do sol da manhã. E quando nós levantamos, nós mantemos as portas e janelas todas fechadas e não permitimos que a luz do sol entre na nossa sala….” -Sri Chinmoy, Deus É

Namastê

Namastê literalmente significa “curvo-me diante de Ti”; a palavra provém do sânscrito namas, “curvar-se”, “fazer uma saudação reverencial”, e (te), Ti. A intenção é que você revência a Deus que habita dentro da outra pessoa. O hóspede é sagrado no oriente, e mesmo se você estiver fazendo um “favor” à outra pessoa, você está ciente de que Deus na outra pessoa está lhe dando a oportunidade de servi-Lo diretamente.

“…do ponto de vista espiritual, é muito importante tentar ver Deus dentro dos seus filhos. Quando falarem com eles, vocês têm que sentir que estão oferecendo o seu amor ao Piloto Interior nelesdentro deles. Quando estiverem lhes dando sabedoria, têm que sentir que entre vocês há alguém que é uma ponte, e esse é Deus. Vocês estão amando aos seus entes queridos, precisamente porque Deus, o Amor eterno, está dentro de vocês e dentro deles. Vocês mostram compaixão a eles porque a Fonte eternamente compassiva está dentro de vocês.” – Sri Chinmoy, O Coração e os Sonhos de uma Criança

Gruss Gott

Por coincidência conversei recentemente no telefone com colegas que falam alemão, e eles me atendem costumeiramente com “Gruss Gott!”, “Que Deus (dentro de si) seja bem-vindo!”

Grüß Gott é a forma abreviada das expressões Grüße dich Gott (“Saudações a Deus”) …em gaélico a saudação popular é Dia dhuit (‘Deus com você’), semelhante ao ‘adeus’ em português, uma contração de ‘Deus fique com você’;… Situação semelhante pode ser verificada na expressão formal catalã Adéu-siau (“Fique com Deus” em catalão arcaico). Por outro lado, a origem religiosa ainda é evidente no adieu francês, no adiós espanhol, no addio italiano, no ‘adeus’ português, e no adeu catalão (“A Deus”, provavelmente uma contração de “Confio-vos a Deus”). Fonte

Usar vídeos do Youtube para meditar é bom?

Usar vídeos do Youtube para meditar é bom?

por Patanga Cordeiro, numa interpretação pessoal baseada nos ensinamentos de Sri Chinmoy

Usando o computador, telefone celular ou equivalente, a sua mente vai ficar mais ativa, mais informada, mais inquieta. Para meditar, o que você precisa é de uma mente vazia, um coração aberto e um anseio interior genuíno. Nenhuma dessas coisas você vai encontrar na internet, seja no site que for ou no formato de mídia que for.

A simplicidade é uma das qualidades importantes para aprendermos a meditar bem.

Quanto mais informação você tiver, mais difícil ficará meditar, principalmente se for informação de diversas fontes – e a internet/Youtube/Google é feito com o propósito explícito de dar toda essa informação (da qual o seu Eu verdadeiro não precisa) continuamente a você, sendo programada para fazer isso da forma mais eficiente e viciante possível.

Isso sem falar na possibilidade de exploração comercial do conteúdo que você usar. Por exemplo, alguém que não sabe meditar de verdade e nem ensinar meditação de verdade pode usar a sua ingenuidade para ganhar dinheiro com a monetização das propagandas dos sites através de conteúdo com palavras chamativas.

E mais: imagine-se fazendo a sua meditação por algumas semanas ou meses e pela primeira vez começa realmente a ter uma meditação de verdade, profunda. Você fica surpreso ao perceber o mundo que há dentro de você. Então o vídeo/áudio/aparelho pausa sozinho e começa uma propaganda de automóvel (ou qualquer outra coisa) com uma música muito mais alta do que o do vídeo que estava assistindo (as propagandas costumam ser assim, não é verdade?), arruinando semanas de prática e a oportunidade única que culminaram naquele momento.

Os seres humanos meditaram bem por dezenas de milhares de anos, aprendendo uns com os outros ou com os livros dos Mestres realizados e sua orientação direta – será que algo que surgiu de repente poucos anos atrás vai mudar esse processo que foi bem-sucedido por mais de dez milênios? O ser humano que acessa a internet diariamente buscando informação ou entretenimento é tão diferente ao ser humano de entre trinta anos atrás e dez mil anos atrás, que lia livros e conversava com as pessoas e praticava com simplicidade?

Sri Chinmoy tem alguns dos seus videos disponíveis para assistir, mas a ideia nunca é substituir a presença, mas sim apenas como uma forma das pessoas encontrarem algo e então se dedicarem presencialmente.

Religião, espiritualidade e meditação

Religião, espiritualidade e meditação

O que é meditação?

Sri Chinmoy: Meditação é a percepção consciente de Deus. Somos todos buscadores. Quando somos buscadores, nosso dever é sermos conscientes de Deus vinte e quatro horas por dia. Se acreditamos em Deus, naturalmente sentiremos que ele existe. Mas esse sentimento não é espontâneo; ele não dura vinte e quatro horas por dia. Quando meditamos, chega a hora em que sentimos e percebemos vinte e quatro horas por dia que somos de Deus e existimos por Deus. A percepção constante e consciente de Deus – Sua Verdade, Luz e Deleite – é chamada de meditação.

Como podem as diferentes religiões melhor respeitar e valorizar umas às outras?

Sri Chinmoy: Cada religião deve sentir que não é nada mais senão um ramo. Se há um ramo, deve haver uma árvore. Essa árvore é o amor pela verdade. A verdade encontra a sua satisfação apenas quando abraça a Vastidão como parte de si. Cada religião deve sentir a necessidade, para a sua própria satisfação, para a sua própria perfeição, de abraçar as outras religiões. Ela nunca ficará satisfeita sozinha, nunca ficará perfeita sozinha. Duas mãos são necessárias para gerar um som. Igualmente, duas ou mais coisas serão necessárias para criar algo belo, repleto de alma e frutífero. Mas, quando mergulhar fundo, verá que não são duas ou três coisas: verá uma única coisa operando através de muitas formas, muitas ideias, muitos ideais e realizações.

É possível alguém alcançar o estado de realização-Deus praticando a própria religião devotadamente?

Sri Chinmoy: Sim, praticando a religião, pode-se realizar Deus. Mas é precisa saber que há algo mais elevado e mais profundo do que a religião, que é o anseio interior constante. A religião nos dirá que Deus existe. Ela nos dirá que temos de ser bons, gentis, simples, sinceros e puros. Isso a religião será capaz de nos oferecer. Essa é a religião geral. Mas há também a religião espiritual, que é mais elevada e profunda. Ela nos dirá que não basta apenas saber que Deus existe. Temos de ver Ele, senti-Lo e devemos nos tornar Deus. Isso fazemos através da oração e meditação.

Porque a referência a Deus ou religião deixa tantas pessoas desconfortáveis?

Sri Chinmoy: As pessoas se tornaram muito sofisticadas; o que têm agora é uma consciência como a de uma máquina. Tudo aquilo que não lhes traz satisfação no plano físico, vital ou mental, ou qualquer coisa que não exista diante dos seus narizes, eles sentem ser irreal, vergonhoso. E qualquer coisa que não conheçam ou não consigam conhecer imediatamente, ou qualquer coisa de que não precisem imediatamente em suas vidas, a essas coisas não dão valor.

(…)

Você poderia explicar a diferença entre “fervor religioso” e “Deleite”? Eles se complementam?

Sri Chinmoy: Não. O fervor religioso pode ser no vital, na mente ou em outra parte da nossa existência. Ele pode nos satisfazer apenas no nível vital ou mental. O fervor, a alegria religiosa obtemos principalmente no nível vital. Mas quando vivenciamos Deleite, ele permeia nosso ser por completo. O Deleite é algo infinitamente mais elevado do que o fervor religioso. É através da nossa unicidade com o Supremo Absoluto, ou através da nossa dedicação completa à Sua Vontade, que obtemos Deleite. O Deleite age na nossa própria existência interior imorredoura e inata, para a manifestação plena do divino dentro de nós. Portanto, são coisas diferentes.

A religião é indispensável para a realização-do-Eu?

Sri Chinmoy: Tudo dentro de nós que é bom é responsável pela realização-do-Eu. Mas se você perguntar o que é indispensável, eu direi que apenas uma coisa é indispensável, que é o nosso clamor interior, o nosso clamor constante e mais profundo.

Fui criada na tradição católica romana, mas quando cresci parei de ir à igreja. Agora que estou novamente interessada na vida espiritual, minha mãe não consegue compreender por que eu não quero voltar a frequentar a igreja. Como eu poderia explicar isso para ela?

Sri Chinmoy: Você pode dizer à sua mãe que você estudou naquela escola e não se interessou muito. Agora você está estudando em outra escola, gosta do professor, gosta dos alunos e gosta do que está sendo ensinada. A igreja católica ensina Verdade, Luz, Paz e Deleite. Você também está buscando trazer à tona a Verdade, Luz, Paz e Deleite, de uma maneira diferente. Se enxergar a igreja católica romana como uma escola e a nossa organização espiritual como outra escola, terá todo o direito de dizer que gosta mais de uma escola do que da outra, e que é por isso que frequenta essa escola.

Como a disciplina religiosa difere da disciplina espiritual?

Sri Chinmoy: A disciplina religiosa não espera que você ore e medite a cada segundo da sua vida. A disciplina religiosa pode lhe sugerir ir à igreja uma vez na semana e orar para Deus. Isso basta para a disciplina religiosa. Mas se for uma disciplina espiritual, ilha de dirá que deve estar consciente de Deus vinte e quatro horas por dia e orar e meditar pelo menos duas vezes por dia – de manhã e à noite. A disciplina espiritual é um processo constante, consciente. Ela é infinitamente mais importante do que a disciplina religiosa, pois, quando se pratica disciplina espiritual, tenta-se ser um instrumento vivo consciente e constante de Deus, para que Deus possa Se manifestar em a através de nós da Sua própria Maneira. Quando seguimos uma disciplina espiritual, ao fim da estrada descobrimos que estamos nos tornando a Imagem de Deus. Seguindo uma disciplina religiosa, ao fim da estrada diremos que viemos e vimos a meta. A disciplina religiosa irá, no máximo, levá-lo até a meta, ao passo que a disciplina espiritual ou iogue não apenas o levará até a meta, mas também fará com que sinta que você é a própria meta.

Dicas para meditação 51 – como retomar a prática sincera

Pergunta: Existe algo que podemos fazer para manter a inspiração que tínhamos no começo do ano? Geralmente em março já desisti da minha promessa de ano novo.

Sri Chinmoy: Ao invés de uma promessa, você pode ter doze projetos. Agora é janeiro. Neste mês, sinta que vai cumprir um projeto, não a ferro e fogo, mas com sua maior aplicação, sua maior aspiração. No fim do mês, se não tiver sucesso, esqueça-o totalmente. Sinta que aquele mês não existiu na sua vida. Se pensar: “Já que eu falhei em janeiro, não há esperança de sucesso em fevereiro”, ficará totalmente perdido. Se falhar em janeiro, sinta que esse mês não existiu no seu calendário. Isso não é auto-engano; isso é sabedoria. Qualquer coisa que não o deixe correr o mais rápido possível em direção à meta é inimiga sua. Todavia, se você tiver sucesso, pode ser sábio e falar: “Cumpri a promessa em janeiro. Agora, também preciso cumpri-la em fevereiro”.

            Perfection and Transcendence, p. 42-43

    Sri Chinmoy: Vocês podem retomar a intensa aspiração, que todos vocês possuíam quando aceitaram a vida espiritual, através de dois sentimentos. Primeiro devem sentir que o que conquistaram ou receberam até o presente momento não é nada se comparado com o que de fato necessitam de seus interiores ou das alturas. Sim, você alcançou ou recebeu algo; tem feito uma ótima, excelente meditação. E é tudo verdade. Mas em termos do que você ainda receberá ou se tornará, não é nada, nada, nada. Você lembra do que possuía e o que era há dez anos atrás. Agora você possui algo, e se tornou alguma coisa. Mas seja sincero! O objetivo está bem em frente ao seu nariz ou ainda é uma meta distante? Ainda é uma meta distante.  É suficiente o que você recebeu? Se for sincero, dirá que é quase nada se comparado com a infinita Luz que você busca. É um mínimo, absolutamente nada. Se tiver este tipo de sentimento, a sua sede cresce.

    No entanto, ao sentir que o que tem é mais do que o suficiente, uma postura complacente se cria. Talvez pense que meditou muito bem muitas vezes nesta encarnação e que já fez isto ou aquilo pelo Centro, e mesmo se não fizer nada mais, Deus se agradará com você. Quando os discípulos têm esta postura, sentindo que fizeram o suficiente por esta encarnação, não há movimento de avanço. Somente ao dizer que não fizeram nada se comparado com o que podem fazer, é que surge um clamor interior. O que possuem até o momento está entre vocês e seu Guru, entre vocês e Deus. Mas devem saber que o que ainda não receberam é infini-tamente mais importante do que o que já possuem. Dessa maneira, ao sentirem que ainda há algo infinitamente mais valioso, naturalmente buscarão read-quirir a sua aspiração e almejar por tal coisa.

    Antes de aceitar a vida espiritual, quando estava na vida-desejo, quando primeiro pensou em entrar para a vida de aspiração, você sentiu que esta vida de aspiração era algo que realmente traria satisfação. Por fim, você deixou a vida de desejo e entrou para a vida de aspiração. No entanto, deve sentir que esta vida-aspiração não é o suficiente. Somente a vida de realização lhe dará iluminação e satisfação. Quando estava na vida-desejo, você pensava que a vida-aspiração era tudo. E estava certo, absolutamente certo. Porém, agora você deve sentir que aspiração não é tudo. De outra forma, estará aspirando por um dia e por outros dez dias não estará. Agora a vida de realização é a sua única meta.  Se tiver a vida de realização, apenas então poderá alcançar satisfação constante. Quando estava na vida de desejo, você pensava: “Aqui não há satisfação adequada.” Então, quando tinha uma gota de aspiração, obteve uma gota de satisfação. Contudo, se deseja satisfação duradoura, a realização deve se fazer conhecida.

    Sinta que havia um clamor que o compeliu a saltar das margens do desejo para as margens da aspiração. Para retomar a intensa aspiração com a qual iniciou a sua jornada, pense que deve desenvolver o mesmo tipo de clamor e saltar da margem-aspiração para a margem-realização. Senão, não lhe será possível alcançar a margem-realização. Uma vez você clamou e saltou. Agora, para ser capaz de saltar você deve clamar novamente. No entanto, caso sinta que o primeiro salto foi suficiente, naturalmente não sentirá a necessidade de seguir em frente. E, se não seguir em frente, nunca ficará satisfeito. O que há de real e verdadeiro em você não ficará satisfeito.

    Você desenvolve esse intenso clamor apenas ao sentir um vazio sincero. Sinta que o que possui não é nada e que você não é nada em comparação com o que possuirá ou se tornará. A sua mente física lhe dirá que você fez muito progresso pois aceitou a vida espiritual. Porém, se você recebe tanto, meditando apenas de vez em quando, então receberá muito mais ao meditar constantemente e conscientemente. Até mesmo a ganância humana lhe dirá que você possui bastante, ainda que sem ter meditado de maneira irrestrita, consciente e devotada, e portanto, se o fizer devotadamente, receberá muito mais paz, luz e alegria.

    Diga a si mesmo: “Apesar de ser letárgico, apesar de ser um instrumento imperfeito, recebi tanto meditando e orando de forma desorganizada. Caso aspirasse consciente, regular e devota-damente, eu receberia muito mais.” Há muita verdade nessa abordagem humana. No entanto, a maneira divina é: “Sou muito rico, mas e daí? Deus lida com Sua infinita, imortal, eterna riqueza. O que me tornei não é nada, nada, nada em comparação com o que eu posso me tornar ou com o que me tornarei.”

    Trabalhando duro, você ganha cem dólares. Tendo estes cem dólares, pode novamente trabalhar bastante e receber um milhão de dólares. Essa é a gananciosa abordagem humana. A outra abordagem é sentir que não importa o quanto recebeu, mesmo que seja um milhão de dólares, Deus possui muito mais. A mais vasta quantidade não é nada ao Olho de Deus, porque Deus possui infinita Paz e Luz. Deus sempre lida com a Infinidade. Um milhão pode ser contado, já a Infinidade não pode. Precisamos da Infinidade, mas o que temos agora não é nada quando comparada com ela.

    Este modo divino de abordar a Infinidade de Deus é o modo indiano. Na Índia, as pessoas clamam Deus como sendo delas. Aqui no ocidente, infelizmente vocês têm medo de clamar a Deus. Sentem que, já que cometeram um pecado, como podem clamar a Deus como sendo de vocês? Na filosofia indiana não existe pecado. E mesmo se existisse, nós temos fé em nosso Pai e Mãe divinos. Toda a nossa poeira e sujeira irá embora no momento que formos até Eles. Eles nos lavarão. Uma criança clama a sua mãe e seu pai como seus. Onde está a capacidade de sentir de culpa? Não há culpa.

    Retornando à sua pergunta, você pode começar com a gananciosa abordagem humana de forma a aumentar a sua aspiração. Se quiser se tornar o Shylock* do século vinte, tudo bem. Junte tanta riqueza espiritual quanto puder. Verá então a sabedoria despertando em você. Mesmo se tentar separar a Infinidade do finito, verá que é impossível. O finito e o Infinito sempre caminham juntos.

(*Usurário judeu e antagonista de Antonio em “O Mercador de Veneza”, de Shakespeare.)

          Perfection in the Head-World, p. 30-34