Patanga começou a prática diária de meditação aos 19 anos de idade sob a orientação de Sri Chinmoy. Encarando a meditação como uma das facetas da vida, a corrida, música, jogos de tabuleiro, escrever, emprego e amor ao próximo foram surgindo — e algumas bastante desafiadoras, como a ultramaratona de 10 dias de duração.
Ele trabalha como servidor público e desde 2003 é professor voluntário nos cursos de meditação do Centro Sri Chinmoy, dando aulas também na USP, Unicamp, UFPR, UFSC, UNESP, UNISUL, UFSCar, BB e CEF.
Nesta resposta, Sri Chinmoy explica e exemplifica um dos métodos para você saber escolher ou reconhecer o seu caminho e Mestre espiritual. Há alguns desafios inerentes, como ele mesmo cita: “Quando você vai dedicar toda a sua vida a alguém, não quer se tornar discípulo de um Mestre apenas porque alguém que você conhece o aceitou como Mestre, ou apenas porque ele tem milhares de discípulos.” É necessário uma sinceridade central, além da emoção, da cultura, e e da racionalidade. Mas também certezas interiores: “Quando o discípulo está pronto, o Mestre certamente aparece”.
Pergunta: Existem tantos caminhos espirituais e tantos mestres espirituais. Como alguém descobre qual é o caminho certo?
Sri Chinmoy: É uma questão de sentimento e afinidade interiores. Em nossa vida exterior, existem muitas escolas, mas um indivíduo frequenta apenas uma. Aqui em Minnesota e nos estados vizinhos, há centenas de universidades. No entanto, algumas pessoas que vivem aqui vão para Nova York estudar, e vice-versa. Por que alguém prefere uma universidade de Nova York a uma de Minnesota? Por algum motivo, ela lhe agrada mais. Existem várias escolas e vários professores, mas é natural que um indivíduo prefira uma universidade específica a outra. Ele leu sobre aquela universidade ou tem a sensação interior de que ela é melhor. A escolha cabe a ele.
Na vida interior, existe uma maneira fácil, uma maneira convincente, de saber quem é o seu Mestre. Basta pegar um pedaço de papel e anotar os nomes dos Mestres espirituais que você viu, sobre os quais leu ou de quem apenas ouviu falar. Eles podem estar aqui na América ou em qualquer outro lugar. Ao anotar o nome de um determinado Mestre, repita o nome dele em voz alta sete vezes, com profunda alma, colocando a palma da mão direita sobre o coração. Tente sentir a vibração que emana dele. Agora, você mesmo se torna o avaliador. Se não sentir nenhuma vibração, dê a ele uma nota zero. Repita esse procedimento, atribuindo uma nota a cada Mestre. Se sentir alguma vibração, dê a ele a nota que você acha que ele merece.
Você é o juiz. É você quem vai oferecer sua vida a alguém, e você não pode ser tolo. Quando você vai dedicar toda a sua vida a alguém, não quer se tornar discípulo de um Mestre apenas porque alguém que você conhece o aceitou como Mestre, ou apenas porque ele tem milhares de discípulos. Por outro lado, se um Mestre tem poucos discípulos, você também não deve procurá-lo apenas por esse motivo. Tudo isso é o jogo de Deus. Deus deu a alguns Mestres milhares e milhares de discípulos, e a outros deu muito poucos. Deus diz a um Mestre que ele deve ser muito seletivo, e diz a outro Mestre para aceitar qualquer pessoa que o procure.
Deus lhe deu a oportunidade de fazer uma escolha. Continue anotando os nomes dos Mestres e repetindo-os em voz alta. Se você sentir uma vibração intensa e um verdadeiro arrebatamento interior — uma sensação de êxtase — ao pronunciar um determinado nome, então dedique a esse Mestre 80, 90 ou até mais repetições. Mas, se sentir apenas uma boa vibração sem esse arrebatamento interior, dedique a ele 40 ou 50. Se nenhum dos Mestres que você conhece estiver destinado a ser o seu Mestre, você não sentirá esse arrebatamento interior com nenhum deles. Talvez você ainda não conheça o nome do seu Mestre. Mas, na Índia, dizemos: “Quando o discípulo está pronto, o Mestre certamente aparece”. Se você estiver realmente pronto para um Mestre, quero lhe dizer que o seu Mestre está disponível. Ele pode estar no canto mais remoto do globo, na Índia ou em qualquer outro lugar; mas você certamente o encontrará.
Ao aceitar um Mestre, o caminho dele passa a ser o seu. Você não pode estar em dois barcos ao mesmo tempo. Se mantiver um pé em um barco e o outro em outro, acabará quebrando as pernas. Cada Mestre está certo à sua própria maneira. Cada barqueiro o levará à Meta destinada. Você precisa saber que a Meta é a mesma, mas os caminhos podem não ter — e não podem ter — a mesma extensão. Há muitas estradas que levam a Roma, mas você verá que uma estrada específica o levará lá mais rapidamente do que as outras. Na vida espiritual, essa estrada, esse caminho, é o caminho do Amor. O caminho do conhecimento, da sabedoria e do intelecto o levará à sua Meta, sem dúvida, mas será um processo longo e lento.
Agora, peço licença. Respondi à sua pergunta e depois entrei em outros detalhes. Voltando à sua questão, quero dizer que o próprio nome do seu Mestre espiritual lhe proporcionará, de imediato, uma alegria imensa. Tenho vários discípulos que simplesmente ouviram meu nome ao telefone ou em outro lugar e vieram até mim. Deus conhece as necessidades deles e os encaminha ao Mestre certo, desde que sejam sinceros em seu clamor interior. O nome da pessoa que será o seu Mestre lhe transmitirá uma vibração divina, um arrebatamento interior, pois você terá uma forte afinidade interior com ela. Talvez você não tenha lido nenhum livro dele, talvez não saiba quase nada sobre a sua vida exterior ou interior, mas o nome dele exercerá um efeito de mantra sobre você, pois, mais cedo ou mais tarde, ele será o seu Piloto interior. O seu clamor interior já alcançou o coração do seu Mestre. Na vida exterior, no momento em que o nome dele chegar até você, você sentirá uma mágica vibração interior e o seu coração será tocado.
Patanga começou a prática diária de meditação aos 19 anos de idade sob a orientação de Sri Chinmoy. Encarando a meditação como uma das facetas da vida, a corrida, música, jogos de tabuleiro, escrever, emprego e amor ao próximo foram surgindo — e algumas bastante desafiadoras, como a ultramaratona de 10 dias de duração.
Ele trabalha como servidor público e desde 2003 é professor voluntário nos cursos de meditação do Centro Sri Chinmoy, dando aulas também na USP, Unicamp, UFPR, UFSC, UNESP, UNISUL, UFSCar, BB e CEF.
Há uma maneira espiritual de superar maus hábitos?
Sri Chinmoy: Certamente. Antes de fazer qualquer coisa, medite por um minuto ou, pelo menos, por alguns segundos. O poder dessa meditação entrará no hábito ruim como uma flecha. O soldado meditação usará suas flechas divinas contra os maus hábitos. Esse é sem dúvida o melhor método.
Estou preocupado principalmente em me disciplinar. Isso requer esforço consciente?
Sri Chinmoy: Sim, mas você deve sentir que esse esforço consciente não é resultado apenas da sua disciplina física ou mental. Ela possui uma fonte mais profunda. Há muitos que não conseguem parar de fumar. Por quê? Porque não estão em contato com a vontade da alma ou a determinação de seu ser interior. É apenas uma ideia, à qual estão agora dando importância; estão dando mais importância a uma ideia do que à outra. Mas não estão tocando a fonte, onde a tendência pode ser anulada ou negada. É apenas na alma ou no ser interior que a determinação frutifica. Vindo de lá, fica fácil parar de fumar. Mesmo se fumou por vinte anos, você conseguirá. Apenas por ter ouvido de alguém que comer carne não é bom não será capaz será capaz de parar de comer carne. Seria impossível. Seria só uma ideia, e outra ideia viria tomar seu lugar. A sua determinação precisa ter uma conexão com uma fonte mais profunda. A disciplina externa mental, física ou vital não será bem sucedida até que seja garantida pela força de vontade inabalável da alma. O sucesso que alcançou na sua vida interior é todo devido à força de vontade da alma, e não por seu esforço físico consciente.
Patanga começou a prática diária de meditação aos 19 anos de idade sob a orientação de Sri Chinmoy. Encarando a meditação como uma das facetas da vida, a corrida, música, jogos de tabuleiro, escrever, emprego e amor ao próximo foram surgindo — e algumas bastante desafiadoras, como a ultramaratona de 10 dias de duração.
Ele trabalha como servidor público e desde 2003 é professor voluntário nos cursos de meditação do Centro Sri Chinmoy, dando aulas também na USP, Unicamp, UFPR, UFSC, UNESP, UNISUL, UFSCar, BB e CEF.
Patanga começou a prática diária de meditação aos 19 anos de idade sob a orientação de Sri Chinmoy. Encarando a meditação como uma das facetas da vida, a corrida, música, jogos de tabuleiro, escrever, emprego e amor ao próximo foram surgindo — e algumas bastante desafiadoras, como a ultramaratona de 10 dias de duração.
Ele trabalha como servidor público e desde 2003 é professor voluntário nos cursos de meditação do Centro Sri Chinmoy, dando aulas também na USP, Unicamp, UFPR, UFSC, UNESP, UNISUL, UFSCar, BB e CEF.
Patanga começou a prática diária de meditação aos 19 anos de idade sob a orientação de Sri Chinmoy. Encarando a meditação como uma das facetas da vida, a corrida, música, jogos de tabuleiro, escrever, emprego e amor ao próximo foram surgindo — e algumas bastante desafiadoras, como a ultramaratona de 10 dias de duração.
Ele trabalha como servidor público e desde 2003 é professor voluntário nos cursos de meditação do Centro Sri Chinmoy, dando aulas também na USP, Unicamp, UFPR, UFSC, UNESP, UNISUL, UFSCar, BB e CEF.
Patanga começou a prática diária de meditação aos 19 anos de idade sob a orientação de Sri Chinmoy. Encarando a meditação como uma das facetas da vida, a corrida, música, jogos de tabuleiro, escrever, emprego e amor ao próximo foram surgindo — e algumas bastante desafiadoras, como a ultramaratona de 10 dias de duração.
Ele trabalha como servidor público e desde 2003 é professor voluntário nos cursos de meditação do Centro Sri Chinmoy, dando aulas também na USP, Unicamp, UFPR, UFSC, UNESP, UNISUL, UFSCar, BB e CEF.
Pergunta: A alma tem muitas missões ou apenas uma em uma vida?
Sri Chinmoy: Há apenas uma missão, mas existem muitos objetivos. Uma alma pode desejar tornar-se poeta, artista ou engenheiro em uma vida. Cada alma pode almejar diversas formas de criatividade, mas esses são objetivos. Eles não devem ser confundidos com a missão da alma. A missão da alma é sempre, antes de tudo, a Realização de Deus; depois, vem a manifestação da Realização de Deus na Terra. No entanto, o objetivo de alguém pode ajudá-lo em sua Realização de Deus ou pode atrasá-lo, dependendo da abordagem do indivíduo em relação à Verdade.
Por exemplo, se alguém é escritor, isso é muito bom. Se ele continua escrevendo sem aspiração pela Realização de Deus por meio de seus escritos, pode um dia tornar-se um grande escritor, mas não terá necessariamente progredido em sua autodescoberta. Por outro lado, se alguém escreve para expressar o Divino em seus escritos, se a expressão externa é resultado da aspiração interior e se a pessoa adotou a escrita como um serviço de autodedicação ao Supremo na humanidade, então certamente o aspirante dentro do escritor está conduzindo-o à realização de Deus. Voltando à sua pergunta: do ponto de vista da Verdade absoluta, existe apenas uma missão, e ela não é outra senão a Autorrealização.
Pergunta: Como saber se estamos cumprindo a missão de nossa alma ou simplesmente satisfazendo nossa vaidade?
Sri Chinmoy: Só é possível distinguir entre as duas coisas quando se trabalha sem ser motivado pelo desejo e sem ser afetado pelos resultados das próprias ações. Quando se está nesse estado de consciência, pode-se saber facilmente se se está cumprindo a missão da alma ou apenas satisfazendo a vaidade. O trabalho realizado com dedicação de si conduz o aspirante à realização da missão de sua alma. O trabalho realizado para a própria gratificação impele o ser humano em direção a prazeres que culminam na autodestruição.
Patanga começou a prática diária de meditação aos 19 anos de idade sob a orientação de Sri Chinmoy. Encarando a meditação como uma das facetas da vida, a corrida, música, jogos de tabuleiro, escrever, emprego e amor ao próximo foram surgindo — e algumas bastante desafiadoras, como a ultramaratona de 10 dias de duração.
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Quando você ouvir uma voz, tente identificar imediatamente que tipo de corredor ela representa. É o corredor que só para quando a meta é alcançada, ou é aquele que corre trinta metros e depois perde toda a sua energia? A alma conhece a sua capacidade e avançará em direção à meta com absoluta confiança. Se a voz vier do vital emocional, você sentirá que a resposta obtida não o levará ao seu objetivo. Mas, se ela vier da alma, você se sentirá confiante de que ela o conduzirá à meta. Nesse caso, pode ter certeza de que é a sua alma quem fala.
Aqui está outra maneira. Quando uma voz lhe oferecer uma solução para o seu problema, imagine um recipiente sendo preenchido. Se essa voz lhe transmitir a sensação de um recipiente sendo enchido gota a gota — lenta e firmemente, com total segurança interior —, então você saberá que é a voz da alma. Caso contrário, você sentirá que o recipiente está sendo enchido às pressas, com um copo ou uma jarra. Ele encherá rapidamente, mas logo começará a transbordar. Da outra forma — com absoluta confiança e equilíbrio interior —, a alma encherá o recipiente. Se você tiver essa sensação de paciência, então é a voz da alma.
Uma terceira maneira é imaginar uma chama dentro do seu coração. Existem dois tipos de chama: uma é firme e constante; a outra é vacilante. A chama firme dentro do seu coração não é perturbada por nenhum vento interior. Já a chama vacilante é perturbada pelo medo, pela dúvida, pela ansiedade e pela preocupação. Se você sentir que a sua resposta é uma chama vacilante, então é a voz do vital emocional. Mas, se for uma chama muito firme, elevando-se em direção ao Altíssimo, então você saberá que ouviu a voz da alma. Uma vez que você saiba que é a voz da alma, pode ficar tranquilo sabendo que seus problemas serão resolvidos, pois a voz da alma possui grande força, enquanto a voz do vital não tem força alguma. Sri Chinmoy, *Meditation: God’s Duty and man’s beauty* (Meditação: O Dever de Deus e a beleza do homem), Agni Press, Nova York, 1974
Por meio da razão, você jamais, jamais poderá conhecer a Vontade de Deus. A razão e o intelecto jamais o conduzirão à Vontade de Deus. Só podemos conhecer a Vontade de Deus quando vivemos no coração ou na alma. A mente jamais pode nos revelar a Vontade de Deus. A razão: de onde ela provém? Ela provém do intelecto ou da mente, que ainda precisam ser purificados e iluminados. Enquanto a mente não transcender as suas limitações, jamais poderá ser utilizada para alcançar a Vontade de Deus. É inútil imaginarmos que, por meio da mente racional, seremos capazes de conhecer a Vontade de Deus.
Por meio da aspiração constante, podemos nos entregar à Vontade de Deus, dizendo: “Ó Senhor, não nos dês outra vontade. Não queremos nenhuma outra Vontade. Queremos apenas que a Tua Vontade seja a nossa vontade.” Sri Chinmoy, *The Master speaks to the Puerto Rican disciples* (O Mestre fala aos discípulos porto-riquenhos), 1966-1972, Agni Press, Nova York, 1993.
Patanga começou a prática diária de meditação aos 19 anos de idade sob a orientação de Sri Chinmoy. Encarando a meditação como uma das facetas da vida, a corrida, música, jogos de tabuleiro, escrever, emprego e amor ao próximo foram surgindo — e algumas bastante desafiadoras, como a ultramaratona de 10 dias de duração.
Ele trabalha como servidor público e desde 2003 é professor voluntário nos cursos de meditação do Centro Sri Chinmoy, dando aulas também na USP, Unicamp, UFPR, UFSC, UNESP, UNISUL, UFSCar, BB e CEF.
Patanga começou a prática diária de meditação aos 19 anos de idade sob a orientação de Sri Chinmoy. Encarando a meditação como uma das facetas da vida, a corrida, música, jogos de tabuleiro, escrever, emprego e amor ao próximo foram surgindo — e algumas bastante desafiadoras, como a ultramaratona de 10 dias de duração.
Ele trabalha como servidor público e desde 2003 é professor voluntário nos cursos de meditação do Centro Sri Chinmoy, dando aulas também na USP, Unicamp, UFPR, UFSC, UNESP, UNISUL, UFSCar, BB e CEF.
Patanga começou a prática diária de meditação aos 19 anos de idade sob a orientação de Sri Chinmoy. Encarando a meditação como uma das facetas da vida, a corrida, música, jogos de tabuleiro, escrever, emprego e amor ao próximo foram surgindo — e algumas bastante desafiadoras, como a ultramaratona de 10 dias de duração.
Ele trabalha como servidor público e desde 2003 é professor voluntário nos cursos de meditação do Centro Sri Chinmoy, dando aulas também na USP, Unicamp, UFPR, UFSC, UNESP, UNISUL, UFSCar, BB e CEF.
Pergunta: Como saber se é o seu ser interior ou a sua mente que está falando com você?
Sri Chinmoy: Como saber se é a sua mente ou a voz interior que está falando? Se for a voz interior, você imediatamente sentirá uma alegria imensa. Suponha que você tenha um desejo e a voz interior lhe diga para não realizá-lo. Ao ouvir a voz interior, você obterá uma alegria infinitamente maior do que ao realizar o desejo. Por outro lado, se a mensagem vier da sua mente, por uma fração de segundo você sentirá alegria ou satisfação. Então, a sua própria mente lhe dirá que você não fez a coisa certa, que você é um tolo ou que poderia ter pedido algo melhor.
Se a mensagem vier da sua mente, mesmo que o desejo tenha sido realizado, você não se sentirá realizado. Você recebeu o que desejava, mas se sentirá miserável e dirá: “Ah, Deus não se importa comigo; por isso me deu isso. Eu queria essa coisa em particular e Deus me deu só porque queria se livrar de mim, já que eu o incomodo e o importuno o tempo todo. Ele me deu, mas não se importa de verdade comigo.”
Mas se a voz interior lhe deu a mensagem, mesmo que diga não ao seu desejo, você dirá imediatamente: “Deus é tão bondoso comigo. Ele me salvou. Se esse desejo tivesse sido realizado, eu estaria condenado. Em Sua infinita bondade, Ele me avisou e me salvou. Sou muito grato a Ele.” Se a mensagem vier da sua voz interior, você sentirá grande alegria por ela ter se dado ao trabalho de ser seu guia, por ter tanta preocupação com você. É assim que você pode saber se é a voz do seu ser interior ou se é a voz da sua mente falando com você.
Pergunta: Como podemos saber qual mensagem que ouvimos durante a meditação é a correta?
Sri Chinmoy: Durante a meditação, nosso coração obtém a verdadeira realização da Verdade. A realização absoluta é algo diferente, algo muito além desse tipo de consciência; mas vamos usar o termo “realização” para descrever a experiência do coração. Depois que paramos de meditar, nossa mente imediatamente nos diz algo diferente. Ela diz: “Não, esta mensagem não pode estar certa”. A mente tem sua própria realização, que ela considera melhor e mais proveitosa do que a realização do coração. Mas pode ser que a realização que parece ser a menos proveitosa das duas seja, na verdade, a realização superior.
O coração sempre oferece a mesma mensagem. Quando nos sentamos para meditar pela manhã, ele nos dá uma mensagem. À noite, quando meditamos, receberemos novamente a mesma mensagem do coração. Mas, no caso da mente, em um momento ela diz uma coisa e, no momento seguinte, assim que viramos a cabeça, ela diz outra. Num instante, a mente dirá: “Ele é um bom homem. Ontem à noite, ele me elogiou na frente de algumas pessoas.” Mas, no instante seguinte, nossa mente se lembra do passado. Mesmo que o passado seja agora irrelevante, a mente se lembra dele. Então, ela diz: “Ele é um canalha. Ele mentiu para mim há vinte anos.” Portanto, ouçamos sempre os ditames do coração.
Patanga começou a prática diária de meditação aos 19 anos de idade sob a orientação de Sri Chinmoy. Encarando a meditação como uma das facetas da vida, a corrida, música, jogos de tabuleiro, escrever, emprego e amor ao próximo foram surgindo — e algumas bastante desafiadoras, como a ultramaratona de 10 dias de duração.
Ele trabalha como servidor público e desde 2003 é professor voluntário nos cursos de meditação do Centro Sri Chinmoy, dando aulas também na USP, Unicamp, UFPR, UFSC, UNESP, UNISUL, UFSCar, BB e CEF.
📖 LIVRO: o sétimo livro do clube será ASTROLOGIA, O SOBRENATURAL E O ALÉM
Escolhemos baseado na enquete de com vocês pedindo livros que falam sobre diversos assuntos relacionados à espiritualidade.
94 páginas, papel pólen 80g, brochura.
Capítulo 1 – Astrologia e Profecia
Capítulo 2 – De Poder Espiritual a Poder Oculto
Capítulo 3 – O Mundo dos Espíritos
Capítulo 4 – Médiuns e o Mundo Invisível
Capítulo 5 – O Homem e o Universo
(Veja nas fotos alguns trechos)
2) 🎁 COMO COMPRAR OU EMPRESTAR:
A livraria Leão Livros disponibilizou o cupom de 31% de desconto CLUBEDELEITURA para quem está participando do projeto, vendendo os livros praticamente a preço de custo.
📨 No site da livraria pode receber o livro pelo correio, motoboy ou retirar no Restaurante A Casa Madal @casamadal / instagram.com/casamadal – Também há um exemplar para empréstimo na biblioteca.
📔 A versão digital custa 5 reais (mas é melhor impresso):
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Não recebemos comissão das vendas. Este é um projeto voluntário e sem fins lucrativos.
Você pode convidar seus amigos a participar deste grupo
Estamos com uma página no instagram. Sigam e compartilhem : )
www.instagram.com/leituradeautoconhecimento @leituradeautoconhecimento
A próxima sugestão será no início de agosto, conforme preferência bimestral demonstrada na enquete. Em julho repetimos este mesmo livro para quem entrar no grupo durante o mes.
Pergunta: O que você pensa sobre a astrologia? Existe alguma verdade nas previsões astrológicas?
Sri Chinmoy: A astrologia é uma ciência. Os buscadores espirituais a chamam de uma ciência interior, uma ciência espiritual. A astrologia é o canto das estrelas. Aquilo que foi decretado e aquilo que está no mundo da manifestação fica gravado nas estrelas. Quando a astrologia lida com o passado, com o que já foi gravado, ela estará quase sempre certa. Mas a astrologia também nos permite ver potencial, e busca predizer o futuro de acordo com o passado. Astrólogos versados são peritos no ato de mergulhar na verdade que há nesse reino. Na maioria dos casos, quando é praticada cuidadosa e cientificamente, a astrologia está absolutamente correta para pessoas comuns que não têm fé em Deus ou em si mesmas.
Contudo, se as pessoas tiverem fé em si mesmas, com essa fé elas podem transcender a astrologia. É por isso que dizemos que a fé muda as coisas através de uma vontade inabalável. Se possuirmos uma vontade inabalável, o destino poderá ser mudado. É verdade, todos os nossos feitos passados estão gravados nas estrelas. No entanto, caso eu queira extinguir o destino, é como apagar algo em um gravador. Eu digo algo e aquilo fica gravado, mas, caso eu queira apagar, eu também posso.
A astrologia será cem por cento correta quando alguém está completamente no mundo físico, levando uma vida humana comum. Quando se entra para a vida interior, para a vida espiritual, a astrologia estará sessenta ou setenta por cento correta. Caso o aspirante esteja consciente ou inconscientemente afinado com o seu ser interior e se o ser interior estiver constantemente afinado com a Fonte, haverá muitas, muitas coisas ruins que poderá evitar. E, por fim, quando se está em comunhão consciente com Deus, a astrologia simplesmente não funciona, porque tudo em sua vida vem diretamente de Deus. Verdadeira unicidade com Deus vai muito além da astrologia. Se dissermos, com a nossa intensa aspiração: “Deus, eu não quero tal coisa”, e se formos um com Deus, Ele então dirá: “Tudo bem, você não precisa passar por isso.” É claro que isso não se aplica a iniciantes na vida espiritual. Apenas aqueles que possuem uma comunicação interior direta com o Ser mais elevado podem se colocar completamente além da influência das estrelas. Todavia, uma pessoa não é uma iniciante para sempre. Com o tempo, o buscador se torna mais e mais avançado na vida espiritual e mais e mais imune às forças do seu passado.
Porém, mesmo se alguém não é um buscador, uma predição astrológica pode ser transcendida. Em um plano mais interior, há sempre uma força mais elevada chamada Graça de Deus. A Graça de Deus pode mudar o destino de qualquer um. Essa Graça é todo-poderosa; ela transmuta as possibilidades ocultas e transcende as leis da astrologia, que são as leis cósmicas de Deus. Às vezes a predição de um astrólogo é verdadeira, mas não acontece devido à Graça divina. É por isso que, quando lida com o futuro, a astrologia só estará trinta e cinco ou quarenta por cento correta. Ao saber que existe algo infinitamente superior às leis astrológicas, devemos ter fé em tal coisa. Portanto, a minha solicitação para os meus discípulos é que não depositem sua fé em horóscopos e quiromancia. Tenham toda a fé em sua aspiração. Se tiverem fé absoluta em sua aspiração e na Graça de Deus, a salvação virá. Vocês não precisam se preocupar com o futuro.
Na Índia existem vários modos de se traçar horóscopos. O método Bhrigu é o mais notável. Ele foi introduzido há milhares de anos atrás e agora existem volumes e volumes de livros escritos sobre ele, com tudo gravado. Você simplesmente mostra o seu mapa ao brahmin, ao astrólogo que lida com esse sistema, e ele virará as páginas bem à sua frente e lhe dirá tudo sobre a sua vida. E normalmente ele estará certo. A história da sua vida está escrita naqueles livros. Se o mapa adequado tiver sido traçado, o astrólogo não precisa fazer o horóscopo. Ela já estará descrita.
O meu irmão mais velho, que é um astrólogo, visitou um outro astrólogo que era familiarizado com esse sistema e que tinha todos os antigos e sagrados livros, onde tudo está escrito. Quando ele mostrou o meu mapa a esse astrólogo, logo o astrólogo disse que depois dos doze anos o meu horóscopo não mais funcionaria. Ele estava absolutamente correto, porque com treze anos eu realizei Deus e fiquei imune a todas as leis astrológicas.
Há mais um incidente relacionado ao sistema Bhrigu que eu gostaria de contar: meu tio materno buscou um astrólogo para que seu horóscopo fosse feito de acordo com esse sistema. Ele e a esposa não tinham nenhum filho. No horóscopo estava escrito que esse casal não teria filhos porque o meu tio, que havia sido um caçador na encarnação passada, havia matado uma fêmea de cervo, que estava esperando um filhote. Durante o seu último suspiro a alma dela orou a Deus dizendo: “Ó Deus, ele matou o meu bebezinho dentro de mim. Por favor, não dê a ele filho algum em sua próxima encarnação.” Deus ouviu as preces dela e o meu tio materno não teve filhos. Após a minha realização, eu me concentrei para saber se essa história da encarnação passada de meu tio era verdadeira e descobri que era, de fato, verídica.
No entanto, isso não significa que tudo o que os astrólogos dizem é verdade. Longe disso. Um dia uma discípula minha veio chorando até mim, porque alguém teria previsto que o pai dela morreria naquele mês. Eu disse: “Bem, se o seu pai deve morrer, ele o fará de acordo com a profecia do astrólogo.” Então eu me concentrei e disse a ela: “Não se preocupe. Eu não estou trazendo a Graça de Deus e nem fazendo coisa alguma. Não estou nem mesmo orando a Deus pelo seu pai, mas a predição está incorreta.” Acreditem em mim, eu não orei ao Supremo para que ele anulasse a profecia do astrólogo, mas o pai dela está são e salvo. A mãe de outro discípulo morreria no dia dezessete ou dezoito de dezembro, de acordo com a previsão dos astrólogos. Aquele discípulo chorou amargamente. Mas eu contei a ele que essa predição também estava errada. E a mãe dele ainda está viva.
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Patanga começou a prática diária de meditação aos 19 anos de idade sob a orientação de Sri Chinmoy. Encarando a meditação como uma das facetas da vida, a corrida, música, jogos de tabuleiro, escrever, emprego e amor ao próximo foram surgindo — e algumas bastante desafiadoras, como a ultramaratona de 10 dias de duração.
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