Introdução à meditação, parte 3: canto de mantras para meditação
Dependendo da atividade que estiver fazendo no meio do seu dia, tem certas horas que não faz sentido parar tudo para meditar. Também, em muitos dias não conseguirá meditar bem como em outros. O que você pode fazer é, além dessa meditação que não pareceu ser tão boa (pois você come mesmo nos dias em que as refeições não são tão saborosas, certo?), cantar canções espirituais ou mantras. Se of fizer com sinceridade e uma postura interior correta, o resultado poderá ser tão bom quanto a sua melhor meditação.
O que são mantras?
Mantras são sílabas, palavras ou frases com uma vibração particular. Quando você entoa um mantra, a essência dele ressoa em você. Quando você entoa “Aum”, “Deus”, “Supremo”, ou outra palavra ou frase mântrica, é como se estivesse clamando para que essa realidade divina incipiente em você venha à tona. O Divino já está dentro de você, só não está manifestado de forma plena, e por isso você entoa o mantra.
Idealmente, você deve usar um mantra ensinado por um Mestre espiritual.
Quando usar os mantras?
Você pode entoar os mantras em voz alta sempre que possível, antes ou depois da sua meditação. Mesmo andando na rua, pode sussurrar o mantra de forma que só você o ouça. No trabalho, se houver muita gente ao seu redor, pode até mesmo fazê-lo em silêncio, entoando o mantra mentalmente. Você pode criar o hábito de repetir o seu mantra (talvez em silêncio, dependendo da ocasião) antes e depois de comer, ou antes de sair de casa e depois de retornar, etc. Cada vez que entoar esse mantra.
Tente se identificar com a essência do mantra enquanto o entoa. Repetir como um papagaio talvez não o leve muito longe.
O que são canções espirituais ou devocionais?
Uma canção espiritual é um mantra em forma de música. Alguns Mestres compuseram canções que são mantras. Você pode aprendê-los e utilizá-los em vários momentos do dia como o seu mantra.
Canções devocionais são músicas inspiradas, com tema espiritual, que podem ou não ser mantras, mas que nos lembram da nossa vida espiritual, que nos inspiram a ir além do cotidiano e lembrar de Onde viemos.
Patanga começou a prática diária de meditação aos 19 anos de idade sob a orientação de Sri Chinmoy. Encarando a meditação como uma das facetas da vida, a corrida, música, jogos de tabuleiro, escrever, emprego e amor ao próximo foram surgindo — e algumas bastante desafiadoras, como a ultramaratona de 10 dias de duração.
Ele trabalha como servidor público e desde 2003 é professor voluntário nos cursos de meditação do Centro Sri Chinmoy, dando aulas também na USP, Unicamp, UFPR, UFSCar, BB e CEF.
Patanga começou a prática diária de meditação aos 19 anos de idade sob a orientação de Sri Chinmoy. Encarando a meditação como uma das facetas da vida, a corrida, música, jogos de tabuleiro, escrever, emprego e amor ao próximo foram surgindo — e algumas bastante desafiadoras, como a ultramaratona de 10 dias de duração.
Ele trabalha como servidor público e desde 2003 é professor voluntário nos cursos de meditação do Centro Sri Chinmoy, dando aulas também na USP, Unicamp, UFPR, UFSCar, BB e CEF.
Pergunta: Em conexão com sua meditação, você segue alguma regraquanto à dieta? Porexemplo, é necessário ser vegetariano para seguir a vida espiritual?
Sri Chinmoy: A dieta vegetariana desempenha um papel muito importante na vida espiritual. Pureza tem importância preponderante para um aspirante. Essa pureza, nós devemos estabelecer no físico, no vital e no mental. Quando comemos carne e peixe, a consciência animal, agressiva, entra em você. Nossos nervos se tornam agitados; tornam-se desassossegados e agressivos, e isto pode interferir em nossa meditação. Mas as qualidades serenas das frutas e vegetais, por outro lado, nos ajuda a estabelecer, em nossa vida interior tão bem quanto em nossa vida exterior, as qualidades de doçura, suavidade, simplicidade e pureza. Logo, se formos vegetarianos, isto ajuda nosso ser interior a fortalecer sua própria existência. Interiormente, estamos rezando e meditando; exteriormente, a comida que estamos tirando da Mãe Terra está nos ajudando também, nos dando não somente energia, mas também aspiração.
Meditation: Humanity’s Race and Divinity’s Grace 1, p.51
Patanga começou a prática diária de meditação aos 19 anos de idade sob a orientação de Sri Chinmoy. Encarando a meditação como uma das facetas da vida, a corrida, música, jogos de tabuleiro, escrever, emprego e amor ao próximo foram surgindo — e algumas bastante desafiadoras, como a ultramaratona de 10 dias de duração.
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Introdução à meditação, parte 2: a importância da música para meditar
The stars of the sky
Always adorn only
The brave.
As estrelas do céu
Adornam somente
Os corajosos.
-Sri Chinmo
Utilizando a música correta, a sua meditação pode ser auxiliada.
Se for uma gravação musical de um Mestre espiritual genuíno, a consciência em que se encontra é expressada na música. Estando então no ambiente com a música, a sua consciência pode se identificar com a consciência do Mestre e subir mais alto do que estaria sem seu auxílio.
Praticando um exercício de concentração com a música
Exteriormente, a música para meditação é um auxílio para a concentração se você estiver inspirado a tentar assim. Você pode concentrar a sua atenção na música em si – não como quem a ouve, mas quem quem se foca nela. Você não deve analisá-la, pois assim estaria num processo mental de ouvir e analisar. Você deve apenas ouví-la, identificando-se com ela. Não tente acompanhar. Normalmente, música para meditação não possui um ritmo marcado, mas podem haver exceções.
Música para melhorar o ambiente
Ela pode também encobrir sons externos que poderiam incomodá-lo na hora da sua meditação. Você pode usar fones de ouvido, mas em geral é melhor se o som for ambiente mesmo, até para você ficar longe dos aparelhos eletrônicos na hora de meditar.
Patanga começou a prática diária de meditação aos 19 anos de idade sob a orientação de Sri Chinmoy. Encarando a meditação como uma das facetas da vida, a corrida, música, jogos de tabuleiro, escrever, emprego e amor ao próximo foram surgindo — e algumas bastante desafiadoras, como a ultramaratona de 10 dias de duração.
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Ele trabalha como servidor público e desde 2003 é professor voluntário nos cursos de meditação do Centro Sri Chinmoy, dando aulas também na USP, Unicamp, UFPR, UFSCar, BB e CEF.
Na semana passada estávamos meditando com uma gravação em vídeo de Sri Chinmoy. Não é o que seria uma “meditação guiada” no sentido comum, alguém dizendo o que você deve imaginar, relaxar, etc. O vídeo era apenas Sri Chinmoy meditando em silêncio, imóvel. Só isso. Estávamos tentando nos identificar com a meditação dele enquanto o observávamos.
Durante a meditação, não posso dizer que aconteceu algo ou me tornei algo, mas parecia que tudo estava muito bem. É um sentimento de luminosidade suave, mas permeante.
Quando o vídeo acabou, de repente, parecia que eu tinha caído de volta para a terra.
Eu percebi que estava sendo inspirado, ou melhor, orientado na minha meditação ao ver a gravação do meu Mestre. Quando ela acabou, senti o vasto abismo entre eu e ele. Uma vez vi Sri Chinmoy comentar que isso pode ser quando não estamos meditando corretamente. Com certeza, não tive a melhor das meditações, se comparar com meditações muito boas, mas acho que o ensinamento foi diferente desta vez. O ensinamento é que eu poderia buscar mais a proximidade da consciência do Mestre espiritual para elevar o meu próprio padrão.
Isso me inspirou a buscar sentir mais a orientação interior durante o dia, tentar ficar durante todo o dia um pouco mais receptivo a essa consciência que vi no vídeo.
“When we attain the divine consciousness, it attains us and we also attain it. There is a meeting place where the two come together. Reality is all-pervading. Suppose right now we are on the first floor; this is our reality. God, who embodies the universal Consciousness, is on the third floor. So God comes down to the second floor with His Compassion and we go up to the second floor with our intense cry to attain oneness with His Consciousness. God embodies the highest divine Consciousness and He also embodies our inner cry. So God, who is within us in the form of our inner cry, carries us to the second floor; and God, who is outside us in the form of the infinite divine Consciousness, comes down to the second floor. God climbs up with us and God climbs down with the divine Consciousness. When both the seeker and God arrive at a particular place, the seeker enters into the divine Consciousness and the divine Consciousness enters into the seeker. With our personal effort and God’s Grace we go up and with His Compassion and Love God comes down.” – Sri Chinmoy
Patanga começou a prática diária de meditação aos 19 anos de idade sob a orientação de Sri Chinmoy. Encarando a meditação como uma das facetas da vida, a corrida, música, jogos de tabuleiro, escrever, emprego e amor ao próximo foram surgindo — e algumas bastante desafiadoras, como a ultramaratona de 10 dias de duração.
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Sri Chinmoy, Ten Thousand Flower-Flames, part 9, Agni Press, 1981
Começamos a meditar por diversos motivos, mas a nossa humildade e simplicidade nos lembra que a meditação é foi algo que nos foi dado, um privilégio, e não um dever ou fruto de nossa inventada “superioridade” intrínseca. Essa percepção mostraria apenas o quão bem ou mal sucedidos temos sido em nossa meditação.
Também, nas últimas décadas, algumas pessoas buscaram a meditação como uma fuga – um escape dos problemas psicológicos internos, um alívio às tensões do dia. Essa meditação não será profunda e não nos levará longe. Acho bem possível que você não encontrará um único texto milenar ou mesmo do século passado introduzindo o conceito de que a meditação é para relaxar ou para tratamento de saúde.
Outras pessoas buscam a meditação porque elas precisam meditar. Elas precisam meditar, e não de algo que a meditação possa trazer como resultado. É um impulso interior. É algo que o impele a buscar e o inspira a superar obstáculos para começar a meditar. É um anseio concedido por Deus ao buscador.
Uma introdução prática à meditação
Para começar a meditar, sente-se num lugar o mais afastado possível de outras interferências, dentro de casa.
Respire fundo algumas vezes, mas sem tensão, sem fazer força. A cada respiração, diminua o ritmo geral. Isso ajuda a trazer uma certa disciplina para a mente.
Mas a meditação profunda não acontece na mente, pois ela mesma é superficial. Ela acontece a partir do coração espiritual, onde mora a sua alma.
Para meditar no coração espiritual, sinta que você é esse coração. Sinta que a sua verdadeira essência mora no o lugar para onde aponta quando diz “eu”. Com os olhos entreabertos para não ficar sonolento, foque a sua concentração num ponto.
Esse ponto pode ser algo pequeno, mas recomenda-se algo que lembre e traga a tona o seu coração espiritual e lembre-o da sua alma, sua divindade interior. Pode ser uma flor (com a sua beleza e perfeição), uma chama de vela (com a sua luz e vontade de se elevar) ou uma foto ou estátua do seu Mestre espiritual (que representa e incorpora a sua própria meta final).
Observe a partir do seu coração, como se seus olhos estivessem lá e seu olhar viesse do meio do seu peito. Isso ajuda a sair dos processos mentais.
Agora tente se identificar com o objeto da sua concentração. Sinta que você e ele são uma coisa só. Esse é o poder do coração: o poder de identificação, unicidade.
Sinta que você
e a beleza da flor,
o anseio da chama,
a iluminação do Mestre
são um ser só.
Como tudo que vale a pena, pratique todos os dias, sem nunca faltar (nunca mesmo), num horário fixo, duas vezes ao dia e de preferência antes das seis horas da manhã e antes de dormir, com a luz sempre acesa.
O resultado será algo que você nunca viu nem ouviu falar antes, pois terá uma experiência intrinsecamente pessoal; estará fazendo algo que só você consegue fazer, que é meditar no seu próprio coração, na sua própria alma.
“A meditação nos dá uma vida espontânea e natural, tão espontânea e natural que não podemos nem mesmo respirar sem ficarmos conscientes da nossa divindade.”
Sri Chinmoy, Meditation: man’s choice and God’s Voice, part 1, Agni Press, 1974
Patanga começou a prática diária de meditação aos 19 anos de idade sob a orientação de Sri Chinmoy. Encarando a meditação como uma das facetas da vida, a corrida, música, jogos de tabuleiro, escrever, emprego e amor ao próximo foram surgindo — e algumas bastante desafiadoras, como a ultramaratona de 10 dias de duração.
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Perguntas sobre meditação 27: meditando antes de comer
Pergunta:Por que devemos meditar em nossa comida antes de comê-la?
Sri Chinmoy: Antes de comer, é obrigatório meditar. Antes de fazer qualquer coisa, é recomendável para uma pessoa espiritual, meditar, pensar no Piloto Interior, o Supremo. O Supremo vem antes de tudo que façamos, Ele está no meio de tudo que fazemos, e Ele está no fim de tudo que fizemos. Se nós Se nós meditarmos antes de comer, Sua Compaixão desce até nós, e Sua Compaixão não é pequena em poder de energia. Logo, acompanhando a comida material, nós podemos receber poder de energia, então naturalmente, nós teremos benefício duplo da comida.
Secrets of the Inner World, p. 46-47
Pergunta:O que quer dizer “Annam Brahma”…Comida é Deus?
Sri Chinmoy: Comida é vida e vida é Deus. Deus é vida. A comida nos dá nova vida; ela nos energiza. Tudo que nos energiza é vida. A corrente da vida – e vida é Deus.
Secrets of the Inner World, p.44
Pergunta:Como podemos sempre sentir que comida é Deus?
Sri Chinmoy: Quando você reza e medita, você está compelido a sentir que está devorando a Paz, Amor e Luz de Deus. Então, quando você está comendo comida material, se você sentir que esta comida está mantendo você vivo ecom boa saúde, o que o habilita para rezar e meditar, naturalmente você pode manter ambos, comida e Deus, na mente. Quando você reza, você sente que Deus está vindo a você na forma de Paz, Luz e Felicidade, o que é sua comida verdadeira. Mas, quando você está comendo comida material, você sente que Deus, na forma desta comida, está mantendo você vivo.
Nesse momento, a comida realmente o ajuda a pensar em seu Amado Supremo. Portanto, ambos, comida e Deus, podem facilmente ser vistos juntos como um.
Patanga começou a prática diária de meditação aos 19 anos de idade sob a orientação de Sri Chinmoy. Encarando a meditação como uma das facetas da vida, a corrida, música, jogos de tabuleiro, escrever, emprego e amor ao próximo foram surgindo — e algumas bastante desafiadoras, como a ultramaratona de 10 dias de duração.
Ele trabalha como servidor público e desde 2003 é professor voluntário nos cursos de meditação do Centro Sri Chinmoy, dando aulas também na USP, Unicamp, UFPR, UFSCar, BB e CEF.
Perguntas sobre meditação 26: tirando os calçados para meditar
Pergunta:Por que você pede às pessoas para deixarem os sapatos do lado de fora e não levarem para sala de meditação?
Sri Chinmoy: Pedimos às pessoas para deixarem seus sapatos do lado de fora e não levarem para sala de meditação porque viemos aqui para aspirar. Quando viemos aspirar, temos que fazer com que nossa consciência física, nosso corpo físico, também aspire.
Com os sapatos, andamos o dia inteiro em ruas sujas, além disso, se entramos na sala de meditação calçados e tentamos meditar, todas as impurezas das ruas, entrarão na consciência da sala, em nossa consciência e na consciência de todas as pessoas que estão meditando. Naturalmente, isso nos atrapalhará. Além disso, devemos tomar nossa sala de meditação como um Santuário, um lugar sagrado. Lá vamos para comunhão com Deus.
Quando entramos em uma igreja, por respeito, tiramos os chapéus.
Da mesma forma, antes de entrarmos na sala de meditação, por respeito, tiramos os sapatos.
Patanga começou a prática diária de meditação aos 19 anos de idade sob a orientação de Sri Chinmoy. Encarando a meditação como uma das facetas da vida, a corrida, música, jogos de tabuleiro, escrever, emprego e amor ao próximo foram surgindo — e algumas bastante desafiadoras, como a ultramaratona de 10 dias de duração.
Ele trabalha como servidor público e desde 2003 é professor voluntário nos cursos de meditação do Centro Sri Chinmoy, dando aulas também na USP, Unicamp, UFPR, UFSCar, BB e CEF.
Perguntas sobre meditação 25: exercícios físicos e meditação
Pergunta:Porque você incentiva seus alunos a participarem e organizarem eventos de competição como triatlon e corridas de longas distâncias?
Sri Chinmoy: Eu incentivo e encorajo meus alunos a participarem e organizarem triatlons, corridas de longas distâncias como também curtas distâncias, precisamente porque sinto que o mundo precisa de dinamismo.
O mundo exterior precisa de dinamismo e o mundo interior precisa de paz. Somos todos buscadores; meditamos e rezamos para alcançarmos paz. Sentimos que se podemos ser dinâmicos, estaremos aptos a realizar muito em nossa vida exterior.
Para sermos dinâmicos, precisamos ter forma física a todo momento, e correr nos ajuda consideravelmente a manter uma boa forma. Também, o correr nos lembra de nossa jornada eterna na qual caminhamos. Marchamos e corremos ao longo da Estrada da Eternidade para nossa meta eterna.
The outer running and the Inner running, p-140-141.
Pergunta:Qual é o propósito espiritual dos esportes competitivos?
Sri Chinmoy: O nosso objetivo não é nos tornarmos os melhores atletas do mundo. O nosso objetivo é manter o corpo preparado, para desenvolver dinamismo e dar ao vital alegria inocente. O nosso objetivo não deve ser ultrapassar os outrosmas, constantemente ultrapassar as nossas próprias conquistas anteriores. Não podemos avaliar corretamente a nossa própria capacidade ao menos se tivermos uma tabela de comparação assim, não competimos para vencer os outros, mas para buscar nossa capacidade. A nossa melhor capacidade aparece quando há pessoas ao nosso redor.
Elas nos inspiram a buscarmos nossa maior capacidade e nós as inspiramos a buscar suas maiores capacidades. Por isso que temos esportes competitivos.
Sempre deve ter um objetivo.Ao se ter um objetivo não significa que temos que vencer os melhores corredores do mundo, longe disto.
Na vida espiritual, não há competição. Mas tem algo que é essencial, necessário e inevitável, que chamamos de progresso; queremos nos transcender. Se há outra pessoa conosco, imediatamente nossa mente ou a mente dos outros irão pensar que estamos competindo.
Na vida comum, competimos com os outros para alcançarmos supremacia.
Mas na vida espiritual, não estamos em competição com outros. Estamos apenas tentando transcender nossa própria capacidade.
Podemos pensar em nós como duas metades: imperfeição em uma das metades, e nosso sincero clamor por perfeição está na outra metade. Em um lado está a fraqueza e do outro está a força. Com nosso clamor interior pela perfeição, corremos em direção ao nosso destino e alcançamos a margem-iluminação. Quando nosso ser está completamente iluminado, o escuro e as forças da ignorância ficam com medo de vir até nós. Antes de abraçarmos o destino, elas nos desafiam. Mas uma vez que alcançamos a margem-iluminação, as forças da ignorância não ousam entrar em nós, pois sentem que serão totalmente destruídas. Elas não sabem que serão apenas transformadas e iluminadas.
The outer running and the Inner running, p-141-142.
Pergunta:Qual a importância para um aspirante espiritual se manter em boa forma física?
Sri Chinmoy: Boa forma física é de grande importância em nossas vidas. Se o corpo estiver em boas condições, poderemos realizar todas as nossas atividades bem. Por isto é importante, correr ou fazer exercícios físicos todos os dias para nos tornarmos fortes, saudáveis e dinâmicos. Se estivermos com boa forma física, estaremos aptos a não permitir que doenças e outros indivíduos não convidados entrem em nós.
No passado, as pessoas gostavam da malhação do corpo pois elas sabiam que se elas tivessem um corpo saudável, elas poderiam permanecer por mais tempo na terra. Se elas fossem espirituais, sentiam que em um corpo saudável permitiriam a elas continuar rezando e meditando por muito mais anos.
Hoje sabemos também que se o corpo estiver doente, não poderemos rezar e meditar bem. Por algumas semanas e meses. Podemos sofrer tanto física como mentalmente. Temos um corpo e uma alma. Uma pessoa espiritual tem que dar importância igual ao corpo e a alma. Se prestar atenção somente ao corpo. Se tornar fisicamente forte, mas espiritualmente fraco, não haverá paz na mente ou na felicidade interior. Normalmente, se prestar atenção apenas nas orações e meditações e negligenciar o corpo, este não será um instrumento afinado para revelar e manifestar Deus.
De manhã, Ele tentará rezar para Deus, mas terá que parar, pois tem uma dor de cabeça, estômago, revoltado e etc.
Se alguém não pratica nenhum exercício mesmo, o físico irá permanecer sem luz, letárgico e verdadeiro obstáculo para o aspirante.
Se a consciência física não aspira, ela se manterá separada da alma. Tenha certeza, então, que você nunca alcançará a perfeição. O físico deve aspirar em sua própria maneira para aumentar sua capacidade para abarcar a luz. O físico contribuirá com o espiritual e estará apto a aspirar e manifestar muito mais. Boa forma física e espiritualidade devem caminhar juntas. É como se ter duas pernas. Com uma perna eu não posso andar; preciso das duas pernas para alcançar o destino.
The outer running and the Inner running, p-142-144.
O seu correr exterior tem um papel muito importante não só na sua vida espiritual como também na comunidade mundial. Se as pessoas que aceitaram a vida espiritual não fazem a coisa certa, como é que podemos esperar dos outros que não são conscientes de sua existência interior, fazerem a coisa certa? E ficarei muito feliz e orgulhoso se você puder correr uma maratona.
…
Esta é a idade de ouro para vocês.
Vocês estão todos com menos de 40 anos. Quando tiverem mais de 50 anos, não importa quanto tentarem, vocês não conseguirão trazer para fora uma determinação física e vital que vocês têm agora. Haverá uma ou duas exceções, mas 99 em 100 pessoas acharão difícil depois dos 45 anos.
Se quiser satisfazer sua Divindade, por favor, por favor, corra regularmente.
Talk at Progress-Promise on the eve of the New York Marathon, 1985.
Patanga começou a prática diária de meditação aos 19 anos de idade sob a orientação de Sri Chinmoy. Encarando a meditação como uma das facetas da vida, a corrida, música, jogos de tabuleiro, escrever, emprego e amor ao próximo foram surgindo — e algumas bastante desafiadoras, como a ultramaratona de 10 dias de duração.
Ele trabalha como servidor público e desde 2003 é professor voluntário nos cursos de meditação do Centro Sri Chinmoy, dando aulas também na USP, Unicamp, UFPR, UFSCar, BB e CEF.
Perguntas sobre meditação 24 – canções espirituais
A música, como canções plenas de alma, está bem próxima da verdadeira espiritualidade, logo depois vem a poesia. A poesia também está bem próxima da espiritualidade. Mas, quando se trata de colocar ordem, primeiramente vem a musica, cantada ou tocada e depois a poesia. Se cantarmos canções plenas de alma -não rock n’ roll e etc…- estaremos aumentando nossa aspiração. Não podemos meditar vinte e quatro horas por dia, nem mesmo dezesseis ou oito horas. É impossível para meros seres humanos como nós. Mas se nos é pedido para cantar, mesmo se formos péssimos cantores, sem dificuldades podemos cantarpor três ou quatro horas por dia. Mesmo se não tiver nenhum talento para música se puder usar quinze ou dez minutos ou até mesmo cinco minutos por dia para aprender minhas canções, o ajudará muito em sua vida espiritual.
Mas se não tiver nenhum jeito mesmo para música, você pode utilizar seu tempo para meditação ou serviço.
Existem pessoas que não podem cantar, mas Deus, o Supremo, utiliza essas pessoas de outras maneiras, dessa forma, essas pessoas não precisam se preocupar.
Mas se tiver um pouquinho de talento, eu ficaria muito feliz se pudesse praticar e exercitar seu talento aprendendo algumas de minhas canções. Se puderes cantar uma canção com toda sua alma todos os dias,isto te ajudará definitivamente em sua vida espiritual. Sempre eu os pedirei para cantar. Fico muito feliz em ouvir minhas canções. É como uma riqueza perdida ou esquecida que volta para mim.
Dependence and Assurance p.48-49
Pergunta:Por que, Guru, suas canções sempre nos dão maravilhosos resultados?
Sri Chinmoy: Minhas canções dão resultados maravilhosos porque são minhas experiências interiores. A maioria das experiências que recebo das pessoas. Minhas experiências interioresque recebo de vocês – de suas elevações, de seus sofrimentos e alegrias.
Suas próprias experiências que trago para fora e uso para a humanidade. Elas são algo de vocês que secretamente eu furto.
Dos seus próprios modos, vocês não sabem como expressá-las, mas eu sei como. Por isso, quando recebe ou canta minhas canções, seu ser interior o faz sentir algo muito pessoal, apesar de seu ser exterior não estar ciente disto. Quando alguém lhe mostra ou diz algo sobre o que é seu, você fica extremamente feliz. Sua mente exterior não está ciente disto, mas seu ser interior está completamente ciente disto.
Father’s Day:Father with His European Children, p. 6-7
Pergunta:Como devemos ouvir seus discos?
Sri Chinmoy: Vocês devem ouvi-los plenos de alma. Terá o mesmo propósito da meditação, se ouvirem desta maneira. Ajudará muito em sua meditação ou aspiração.
Como o nosso Invocation ajuda, estes discos também ajudarão.
Patanga começou a prática diária de meditação aos 19 anos de idade sob a orientação de Sri Chinmoy. Encarando a meditação como uma das facetas da vida, a corrida, música, jogos de tabuleiro, escrever, emprego e amor ao próximo foram surgindo — e algumas bastante desafiadoras, como a ultramaratona de 10 dias de duração.
Ele trabalha como servidor público e desde 2003 é professor voluntário nos cursos de meditação do Centro Sri Chinmoy, dando aulas também na USP, Unicamp, UFPR, UFSCar, BB e CEF.