por Patanga Cordeiro

KrishnaandArjunaO Mahabharata trata-se do maior épico já escrito. Ele é 10 vezes maior que a Ilíada e Odisséia somadas.

Para estudantes da meditação, essa obra é sem preço. Na vida espiritual, temos todos os tipos de oportunidades para progresso, dificuldades que nos ensinam a ir além da nossa capacidade atual e experiências inexplicáveis para a nossa atual compreensão. No Mahabharata, essas experiências são recontadas em forma da história – em particular dos heróis Kshatriyas, os Pandavas Yuddhistira, Bhima, Arjuna, Nakula, Sahadeva e Draupadi. Krishna, um grande mestre espiritual, é o condutor interior da história, garantindo que as experiências necessárias aconteçam nas vidas dos guerreiros e que os que não andam na luz e retidão percam suas capacidades e sejam derrotados pela própria falta de integridade (como é o caso do herói Karna, que, mesmo divinamente abençoado, obteve armas para derrotar Arjuna através de mentiras e, por fim, as perdeu). Assim, podemos traçar um paralelo entre a história e a nossa própria vida, tirando imenso proveito.

Quanto mais você lê, mais conhece a personalidade íntegra e o sentimento de dever que os personagens têm. Por exemplo, o dever de um Kshatriya é lutar. Não é ganhar, mas sim lutar pela justiça. Morrer ou viver é um detalhe. O dever da mulher de um guerreiro é ter filhos que possam lutar e morrer no campo de batalha. O dever dela não é ter netinhos e cuidar de uma linda família. Para isso, há outras ocupações, como a dos fazendeiros, artífices, etc. O dever dos guerreiros é lutar pela verdade e retidão, e a morte é uma consequência provável. A satisfação do dever cumprido é inevitável. Assim, cada pessoa cumpre o seu papel na sociedade, sem olhar para o lado para ver se a grama do vizinho é mais verde. É claro que tudo isso hoje em dia tem um significado mais simbólico. (Só não se engane pensando que é TOTALMENTE simbólico – pois não é!)

Você pode encontrar a obra em diversos formatos: livro completo, livro abreviado, audiobooks ou podcasts, vídeos, etc. Há diversos filmes (Peter Brooke) e desenhos animados (vide Youtube). Eles são simplificações muito grandes da obra (que é enorme), mas tentam descrever algumas das cenas principais.

Leia um comentário de Sri Chinmoy sobre o personagem Vishma, que foi regente antes dos Pandavas e era seu tio-bisavô. E, por fim:

The Mahabharata  

  Is

The Reality’s body.

– Sri Chinmoy, The Message-Light Of The Bhagavad Gita, Agni Press, 1999

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