Perguntas sobre meditação 20: como manter a disciplina para meditar

Perguntas sobre meditação 20: como manter a disciplina para meditar

Pergunta:Como podemos dar o primeiro passo na direção de uma disciplina construtiva em nossa prática meditativa?

Sri Chinmoy: Vamos tomar a disciplina como um músculo. Não podemos desenvolver músculos muitíssimo poderosos da noite para o dia. Devagar e aos poucos temos de desenvolvê-los. Primeiro, você deve saber por quantos minutos consegue meditar. Se consegue meditar por cinco minutos, significa que nesses cinco minutos você está se disciplinando. De manhã cedo, enquanto seus amigos e seus parentes ainda estão no mundo do sono, se você se levanta para rezar e meditar por cinco minutos, está se disciplinando.

Como você pode aumentar a sua disciplina? O jeito mais fácil é desenvolver uma sede verdadeira, um choro interior, pelos frutos da disciplina. Você pode fazer isso vendo o que acontece quando leva uma vida disciplinada e quando não leva uma vida disciplinada. Você mesmo tem de ser o juiz. Ao se levantar às cinco ou seis horas e meditar por quinze minutos ou meia hora, você se sente extremamente bem. Você sente que o mundo inteiro é belo. Você ama a todos e todos o amam. Acriação de Deus é todo amor por você. Porque você se levantou e meditou por alguns minutos, está inundado com bons pensamentos. Cada pensamento é um mundo em si mesmo. A realidade diária que vemos à nossa volta não é o único mundo. Existem muitos mundos. Por ter se levantado e meditado, você está correndo, pulando e voando nos mundos de bons pensamentos, da beleza, da alegria, da paz e da luz.

Mas no dia em que não se levanta cedo para meditar, você odeia o mundo, odeia a si mesmo, e sente que todo o mundo o odeia. Portanto, você mesmo pode ver a diferença. Não é que você nunca tenha meditado de manhã cedo. Os resultados positivos você já teve várias, várias vezes. Muitas vezes você meditou e muitas vezes não meditou. Você sabe o resultado de cada um. Se for esperto, se for sábio, as boas coisas você vai repetir sempre e as coisas ruins você vai evitar.

Se você está achando difícil disciplinar-se para fazer alguma coisa, veja o resultado. Se você subir em uma árvore, conseguirá frutas muitíssimo deliciosas. Se não subir, não conseguirá as frutas. Você vê que, quando alguém é disciplinado, pode subir e apanhar a manga mais deliciosa e comê-la para a alegria do seu coração. Se você se disciplinar, também poderá fazer o mesmo. Desse jeito, conseguirá uma tremenda satisfação. Por pensar nessa satisfação, você pode facilmente se disciplinar. Não há outra maneira.

Você está vendo pessoas à sua volta que estão chafurdando nos prazeres da preguiça. Existem muitas no barco-preguiça. Mas você pode dizer: “Não, não quero mais ficar nesse barco. Quero ter um novo barco, o barco que navegará em direção à Margem Dourada, em direção à Meta”. Depende de você. Você pode facilmente se disciplinar a si mesmo lembrando-se da alegria que consegue quando se disciplina e da infelicidade que tem quando não age assim.

What I Need From God, p. 20-23

  

Pergunta: Como podemos achar alegria numa disciplina rígida?

Sri Chinmoy: A mente chama a isso de disciplina. O coração chama a isso de um processo pelo qual alcançamos alguma coisa ou ganhamos alguma coisa. A alma não chama a isso nem mesmo de processo. A alma sente que o que chamamos de disciplina não só incorpora a realidade-deleite, mas é a própria realidade-deleite.

Qualquer coisa que queiramos fazer é imediatamente vetada pela mente. Mesmo se esta quis alguma coisa há dois dias ou há dois anos, ela estará pronta para vetar a mesma coisa agora. Essa é a nossa mente malandra. Mesmo se ela quis alguma coisa ontem, hoje ela jogou fora a sua vontade consciente. Com o nosso coração ou com o nosso vital nós queremos algo, mas a nossa mente logo diz: “Não, não pegue isso”. Portanto, disciplina na nossa vida comum nada mais é do que punição, precisamente devido à má vontade da mente.

Aqui nos Estados Unidos vocês não sofreram de malária e eu espero que ninguém jamais venha a sofrer dessa doença. Na Índia, como sofri de malária! Uma vez, meu irmão mais velho e eu ficamos doentes no mesmo dia. Vocês não podem imaginar o quão doloroso isso é. Todos os nervos sutis e pesados começam a dançar. Que dor! Você simplesmente grita e berra. Antes dela, talvez você não saiba nenhuma acrobacia ou exercício especial, mas assim que você pega malária vira um especialista. Com os seus exercícios, você pode competir com os melhores acrobatas. A dor o obriga a isso. Numa outra hora qualquer, se você me pedisse para fazer aquele exercício, eu diria: “impossível!” Mas quando peguei malária, estava com tanta dor que poderia fazer todos os tipos de acrobacias.

O único remédio que temos contra a malária se chama quinina. É extremamente, extremamente amargo. Nenhum outro remédio é tão amargo quanto a quinina. Mas quinina é a salvação. Se não aceitamos a salvação, como vamos nos livrar da nossa febre? A ignorância nos domina. A ignorância é o nosso mestre, mas não queremos mais esse mestre. Precisamos de alguém mais forte do que o nosso mestre atual, alguém que possa derrotar o mestre atual. Queremos conhecimento para sermos nossos próprios mestres. Ele na forma de disciplina, que é como quinina. Se aceitamos essa disciplina, então podemos vencer a ignorância. Temos de saber que a disciplina é o nosso novo mestre, novo guia, novo salvador. Vamos dar o mais alto posto à disciplina.

Hoje, ao pensar em disciplina, você sente que ela nada mais é do que uma punição encarada a todo momento. Mas tente sentir que ela é a sua ajuda, a sua guia, a sua inspiração, a sua aspiração, até mesmo a sua realização. É a disciplina que pode e vencerá as forças não-divinas em você e ao seu redor. Pense na disciplina como um novo mestre que está ajudando você a aprender alguma coisa nova, significativa, plena e frutífera. Assim, você não precisa aprender mais nada do seu velho mestre. Seu velho mestre era a letargia, a escuridão, a ignorância e todas as forças negativas. Agora você tem de dar à disciplina o valor máximo. Ela é o seu novo mestre. Ela incorpora luz e está mais do que disposta a oferecer luz a você. Só assim você não ficará com medo da disciplina. Pense no que você não tem agora e que ela dará a você. Ao fazer esse tipo de comparação, você verá que está nadando no mar-ignorância e que a disciplina está lhe dizendo: “Pobre garota, por que está sofrendo? Eu tenho luz, deleite, paz e felicidade em quantidade ilimitada. Venha aqui, é tudo para você.” Então você vai lá, onde tudo é luz e deleite. E quem está lhe dando essa luz, esse deleite? A disciplina, sua guia, sua salvadora.

The Blue Light of Discipline-Waves, p.9-11

Perguntas sobre meditação 19: mantendo o entusiasmo para meditar

Perguntas sobre meditação 19: mantendo o entusiasmo para meditar

Pergunta:Como podemos saber se é falta de desejo ou falta de energia que nos impede de meditar?

Sri Chinmoy: Você quer meditar, mas está faltando entusiasmo. Todos os dias você faz a mesma coisa, logo ela se torna tediosa e monótona. Você vai à pista e corre, mas o entusiasmo interior não está lá. É por isso que você não corre o mais rápido possível todos os dias. Você está pronto no plano físico: é pontual, tem suas roupas esportivas. Tudo está pronto, mas dentro de você não há inspiração, não há aspiração. Você sente que quer brandir a sua varinha mágica e então, instantaneamente, irá e correrá o mais rápido possível. Mas para correr o mais rápido possível, um verdadeiro anseio, uma inspiração interior é necessário.

Se realmente quer ter sucesso, esse anseio interior é uma coisa de que precisa, mas para satisfazer as exigências do anseio, algo a mais é necessário, e esse algo a mais é o entusiasmo. Todos os dias, devemos sentir de maneira sincera, devotada e plena que hoje é a última chance que temos para realizar o Supremo. Por um lado, estamos lidando com o Infinito e a Eternidade mas, por outro, estamos correndo contra o Tempo Eterno. Temos de sentir que este é o último dia para nós, absolutamente o último dia – que amanhã não nos será dada uma outra chance. Se não realizarmos Deus hoje, estaremos perdidos. Nossa chance será dada a uma outra pessoa. Se alguém aspirou mais do que nós, então ele conseguirá a chance, e nós, não. Mas se aspirarmos mais, conseguiremos a chance.

Transcendence of the Past, p. 41-43

 

Perguntas sobre meditação 18: seguindo apenas um caminho

Perguntas sobre meditação 18: seguindo apenas um caminho

 

A espiritualidade é apenas uma matéria. Não é como história, geografia, ciências e matemática, para as quais você precisa de diferentes aulas. Ela é só uma matéria, e por isso é aconselhável caminhar por uma via. A Meta é uma e está num lugar em particular. Se mudarmos constantemente de estrada, então o nosso progresso naturalmente será lento. Hoje preferimos uma estrada e amanhã sentimos que existe uma outra que poderá nos levar mais rápido à Meta. Estamos apenas mudando de uma estrada para outra e não estamos fazendo progresso em nenhuma delas. Cada caminho é correto à própria maneira dele. Nenhum caminho é imperfeito. Mas temos de saber qual é o caminho que nos satisfaz mais. Uma vez que descobrimos o caminho da escolha da nossa alma, se caminharmos só por aquela via, atingiremos o nosso destino mais cedo do que de outra forma.

SriChinmoy Speaks 4, p. 60

 

 

Pergunta: Eu fui iniciado por um Mestre, mas outro Mestre me deu alguns conselhos sobre a minha vida espiritual. Devo seguir os conselhos dele?

 

Sri Chinmoy: Se você foi iniciado por um Mestre, é sempre melhor falar com o seu próprio Mestre. O Mestre é como o seu médico particular. O médico sabe qual remédio já deu a você. Mas se você sentir que ele não pode curá-lo, naturalmente irá a outro médico. De maneira semelhante, caso você não sinta confiança no seu Mestre e queira mudar, um outro Mestre será capaz de ajudá-lo e guiá-lo. Mas se você estiver sob a orientação de um Mestre espiritual, não será aconselhável seguir as recomendações de outro Mestre.

Palmistry, Reincarnation and the Dream State, p. 42

 

 

Se você tem um retrato bonito de um deus ou de uma deusa, pode usar essa imagem como inspiração. Mas se você se concentrar nela, meditar nela, haverá uma tremenda, tremenda confusão. Num dia você olhará para essa imagem e rezará, no dia seguinte rezará para uma outra deusa, no terceiro dia para outra pessoa e no quarto dia para mim. Então eu ficarei desamparado. Portanto, sempre digo aos meus queridos discípulos para se fixarem em mim assim como eu me fixo neles a todo o momento. Você pode ter outras imagens inspiradoras caso deseje, mas não para uma outra finalidade.

Dependence and Assurance, p. 8

 

 

Pergunta:Guru, às vezes recito o Mantra Gayatri, embora eu seja um discípulo seu. Estou fazendo a coisa certa?

 

Sri Chinmoy: Se estiver fazendo o Mantra Gayatri, ele será muito eficiente. Mas se usar um outro mantra, dado por um outro Mestre, e se você estiver seguindo o meu caminho, então será um problema. Se for um outro mantra, você não tem idéia do que ele fará. Talvez até seja uma palavra espiritual, é verdade, mas a sua natureza pode não corresponder àquele aspecto particular de Deus.

Cada mantra representa um aspecto particular de Deus. Se agora mesmo você precisar do poder-Amor de Deus mais do que de qualquer outro poder, e se não der nenhuma atenção ao poder-Amor, então o seu progresso será muito lento. Mas uma vez que realiza Deus, todos os aspectos Dele entram em você. Freqüentemente eu digo aos discípulos que aceitaram o nosso caminho para não praticarem os antigos mantras que aprenderam de outros Mestres ou de livros. Esses mantras se tornam uma obstrução no caminho. Os discípulos querem ser totalmente devotados ao nosso caminho; mas as forças e a energia que eles criaram ao repetir essas determinadas palavras divinas podem interferir no progresso espiritual deles. É como caminhar por duas estradas ao mesmo tempo: é muito perigoso.

 

 

Pergunta:Antes de ser um discípulo, eu estava estudando Tarô e a Cabala. Isso entrará em conflito com o nosso caminho caso continue a fazê-lo?

 

Sri Chinmoy: O melhor é não fazer essas coisas. Você está num barco diferente, num barco que somente o encorajará a amar a Deus e a devotar a sua existência a servir a Deus. O melhor é tentar seguir o nosso caminho com o coração. Eu não quero dizer que os outros estão errados, mas você terá mais sucesso neste caminho se procurar segui-lo com o coração.

Sri Chinmoy Speaks 6, p. 43

 

 

Existe só um Mestre e este Mestre é Deus, o Absoluto Supremo. Um Mestre espiritual é apenas um irmão mais velho na sua família. Os irmãos mais novos não sabem onde o Pai está ou eles não sabem tudo sobre as capacidades do Pai. O irmão mais velho ensina-os sobre as capacidades do Pai ou leva-os ao Pai. Então a parte dele terminou. Portanto, não haverá conflito se você seguir o meu caminho porque eu não sou a meta. Sou apenas um mensageiro: levarei você ou a sua mensagem ao Supremo.

Se eu disser que o meu Hinduísmo é, de longe, a melhor religião, e se você disser que o seu Cristianismo é, de longe, a melhor religião, nós só discutir e brigar. Mas dizemos: “Não, você continua na sua religião e me deixa continuar na minha, e vamos nos juntar para fazer alguma coisa maravilhosa para Deus e para a humanidade”. Nós nos juntaremos e faremos o necessário. Então voltaremos às nossas respectivas casas, nossas religiões, para descansarmos.

Quando seguimos um caminho, não encorajamos nenhum buscador a olhar com desprezo a religião. Pelo contrário: sentimos que o nosso amor pela religião é fortalecido porque seguimos o Yoga. Yoga significa unicidade com Deus. Se pudermos estabelecer a nossa unicidade com Deus, ou se pudermos ter um livre acesso ao Coração de Deus, poderemos acrescentar nossa força, nossa luz, à nossa própria religião. Mas virá um dia em que conseguiremos luz do interior, quando o nosso ser estiver repleto de luz. Nesse momento seremos capazes de oferecer luz à religião.

SriChinmoy Speaks 6, p. 42-43

 

 

Pergunta:Que atitude deveríamos tomar em relação a religiões diferentes da nossa?

 

Sri Chinmoy: Assim como Deus nos deu uma livre escolha para seguir qualquer caminho, devemos dar liberdade aos outros para seguirem o caminho deles. Existem dezenas de estradas que levam a Deus. Cada indivíduo tem o direito de escolher aquele que seja condizente com o seu temperamento, o seu grau de evolução e as suas necessidades presentes. Aceitação e tolerância são excelentes. Entretanto, podemos ir até mesmo mais adiante, e sentir que a religião de outra pessoa é tão importante, tão necessária para ela, quanto a nossa é para nós.

É verdade que, quando estamos numa família, é muito difícil de se governá-la quando todo mundo está num caminho diferente. E existe uma grande tentação em dizer: “Você é um tolo, está perdendo o seu tempo naquele caminho”. Mas devemos dar a cada pessoa a liberdade interior de escolher o caminho dela.

Ao mesmo tempo, temos o direito de inspirar os outros com o nosso entusiasmo e devoção ao nosso caminho. Mas se eles não são receptivos, se discutem conosco, é melhor oferecer-lhes a nossa luz silenciosamente e interiormente. À noite, quando todos estão dormindo e numa consciência pacífica, podemos colocar toda a nossa aspiração mais doce e mais pura na consciência daquele que queremos influenciar. Agindo silenciosamente, podemos ajudar a trazê-lo ao nosso caminho, o qual sentimos ser o melhor para ele.

Você deveria seguir firmemente o seu próprio caminho, e não se preocupar em apertar a mão de outra religião, até que você e a outra pessoa tenham chegado à meta. Se você vai àquele e àquele outro templo, àquela e àquela outra igreja, nunca fará progresso. Você deve escolher um caminho e segui-lo até o fim. Então você poderá apertar a mão de seguidores de outros caminhos. Se tentar apertar a mão no meio do caminho, será tentado a quebrar os braços dos outros.

Aum, March 1980, p. 25-26

 

 

Pergunta: Venho tendo experiências telepáticas com pessoas que se chamam de mágicos. Converso com eles enquanto estão em outros lugares. Posso entrar nesse reino quando quiser. Estou curioso em saber como você responderia a essas experiências.

 

Sri Chinmoy: Do mais elevado ponto de vista espiritual eu gostaria de responder à sua questão. Essas experiências o ajudarão a ir mais rápido em direção à sua meta? Não, não ajudarão. Essas experiências são fascinantes, indubitavelmente, mas nunca o levarão à realidade. Pelo contrário: elas são tentações noseu caminho para a realização em Deus, a elevadíssima Verdade. Em nossa vida espiritual, muitas vezes temos experiências fascinantes e não queremos mais aspirar. É verdade que essas experiências podem nos incentivar, mas muitas vezes, quando temos experiências demais, entramos no mundo vital. Vemos um caleidoscópio: vemos todos os tipos de coisas belas, mas elas são só tentações. Suponha que você esteja andando por uma rua em direção a um lugar específico. Se vê árvores, flores e lagos bonitos pela rua, o que acontece? O cenário é tão bonito que você acaba descansando. Você diz: “Deixe-me ficar aqui e apreciar isso,” e então para e aprecia a paisagem. Mas o seu destino permanece uma meta distante.

Um buscador sincero sabe que a meta dele é a Verdade mais elevada. Ele não adiará a jornada. Mas, no seu caso, posso ver que você aprecia essas experiências; você dá a elas a sua atenção consciente. Isso é muito errado. Na vida espiritual, aspiramos pela mais alta Verdade, por Deus, e por nada mais. Essas experiências são verdadeiras tentações para você. Você deveria sentir: “Tendo realizado Deus, terei experiências infinitamente mais belas, significantes e frutíferas”. Com essa idéia, você deveria deixar de lado essas experiências telepáticas. Se sente que entrando nessas experiências ou permitindo que elas entrem em você, acalentando-as, conseguirá experiências mais elevadas, está enganado. Você não irá nem um pouco mais adiante. Se insistir nelas a toda hora, se estiver constantemente fascinado por elas e sentir que é parte delas, será pego por essas experiências. Muitas pessoas cometeram esse engano, e para elas a realização em Deus permaneceu uma meta distante.

Buscadores sinceros tomam essas experiências como obstruções no caminho. Por favor, não dê atenção a esses tipos de experiências. Elas são fascinantes, mas não estão satisfazendo a sua vida de dedicação, realização e manifestação. De manhã cedo, tente silenciar a sua mente. Se conseguir silenciar a sua mente, não terá essas experiências. Elas estão vindo do mundo vital até você. Você está acalentando essas criações do mundo vital e tentando colocá-las à sua disposição, como se fossem muito suas. Mas elas não podem levá-lo à Meta mais elevada. Se a sua intenção é o Altíssimo, então essas coisas têm de ser descartadas. Quero que você vá até alguém que o inspire a entrar no reino da pura aspiração. Você será capaz de trazer à tona a luz da sua alma e correr o mais rápido possível em direção à Meta mais elevada.

Fifty Freedom-Boats to One Golden Shore 6, p.71-73

 

 

Pergunta: Agora mesmo estou num tratamento de psicanálise, mas parece que, quanto mais fico envolvido com a espiritualidade, mais difícil me é falar sobre ela com o meu analista. Sinto que as coisas oferecidas pela psicanálise não são realmente o que eu quero. E, ainda assim, o meu analista, que me parece ser uma pessoa muito forte, está relutante em me deixar ir embora. E não sei se existe alguma possibilidade de reconciliação entre eu e ele.

 

Sri Chinmoy: Se um amigo seu vem e lhe dá uma manga deliciosíssima, você comerá imediatamente a manga ou fará um milhão de perguntas a ele: onde ele a conseguiu, quanto ela custou e se ela foi importada ou cresceu no Brasil? Na vida espiritual, existem dois tipos de buscadores. Um apenas verá a realidade e imediatamente tentará se tornar a própria realidade. O outro imediatamente começará a contestar a realidade, examinar a realidade e duvidar da realidade. Se usarmos a mente, tentaremos sempre analisar tudo e nunca experimentaremos a realidade. Mas, se usarmos o coração, conseguiremos imediatamente aquilo que queremos.

Portanto, se você realmente quer seguir a vida espiritual, tem de permanecer no coração. Então, essa psicanálise mental não terá nenhuma utilidade. Você já sente que ela não lhe oferece o que quer. Se você tem uma pergunta sincera, só existe um lugar em que se consegue a melhor resposta e ela é da alma. A alma responderá a você através do coração. De outra maneira, não importa que tipo de resposta obtenha, seja da sua própria mente ou do seu psicanalista, a sua mente vai duvidar e contradizê-la. Ela vai contradizer todas as sugestões e todos os conselhos e, alguns segundos depois, duvidará da própria descoberta. Mas quando o coração dá uma resposta a você, a realidade é permanente.

SriChinmoy Speaks 7, p. 44-46

 

 

Perguntas sobre meditação 17: o significado da entrega espiritual

Perguntas sobre meditação 17: o significado da entrega espiritual

Pergunta:Eu não sou um seguidor do seu caminho, mas às vezes penso sobre o caminho da devoção e entrega e, quando o faço, minha cabeça parece lutar contra ele muito energicamente. Ela diz: “Não, você não pode se entregar”, porque não me sinto como se soubesse exatamente para o que estou me entregando. Ela me faz sentir que estou agindo de uma maneira cega.

Sri Chinmoy: Você não precisa seguir o nosso caminho, mas eu gostaria apenas de esclarecer que a entrega, se entendida apropriadamente, é a coisa mais fácil que existe. Mas se não é entendida apropriadamente, ela é a coisa mais difícil do planeta. No mundo, quando vivemos na consciência física, nunca queremos nos entregar a outra pessoa. Mas quantas vezes por dia nos entregamos à ignorância dentro de nós mesmos, apesar de sabermos que estamos fazendo algo de errado? Nós sentimos: “Tudo bem, somos mesmo incapazes”, e nos entregamos. A mente mais elevada nos diz que estamos fazendo algo de errado, mas ela se entrega devido à unicidade dela com a mente mais baixa.

Muitas coisas são assim. Suponha que um amigo seu está fazendo alguma coisa errada, e ele pede um favor a você. O que você faz? Você presta o favor, porque ele é seu amigo, apesar de tudo.

Mas tomemos agora somente o lado positivo. Se sentirmos que nosso corpo inteiro pertence a nós, clamaremos a nossa cabeça como nossa e os nossos pés como nossos. Talvez eu sinta que a minha cabeça tem algo que os meus pés não têm. Digamos que a minha cabeça tem iluminação. É difícil para a cabeça atingir a iluminação antes do coração, mas digamos que a cabeça é mais elevada que os pés. Portanto, a cabeça tem alguma riqueza. Eu clamo a minha cabeça como minha e os meus pés como meus. Diminui a dignidade dos meus pés conquistar a mesma coisa que a minha cabeça está mais do que pronta para dar a eles? Não, pés e cabeça são um. Num momento preciso da ajuda de minha cabeça, noutro preciso da ajuda de meus pés. Somente pela minha unicidade, minha unicidade consciente, com os meus pés e com a minha cabeça, obtenho a riqueza deles. Essa é a verdadeira sabedoria.

De maneira semelhante, quando nos entregamos a Deus, nós nos entregamos à nossa parte mais elevada, porque Deus é a nossa parte mais iluminada. Não podemos separar Deus da nossa existência. Se sentimos que nós e Deus somos um, então Deus é a nossa parte mais iluminada, e nós, por enquanto, somos a parte não iluminada. Somos espertos, somos sábios. Sabemos que a pessoa que foi iluminada, que é toda iluminação, é também parte e parcela de toda a nossa existência. Logo, vamos até a pessoa e recebemos Dele. Se entendemos entrega dessa maneira, não há problema.

Mas se entendermos entrega como a entrega de um escravo ao seu senhor, nunca seremos capazes de sentir a nossa unicidade. O escravo se entrega ao senhor por medo. Ele teme que seus serviços sejam dispensados caso seu trabalho não seja bem feito. Ele sente que, não importa o que tenha feito, mesmo que tenha feito tudo pelo senhor de maneira plena, devotada e até mesmo incondicional, ainda assim não há garantia de que o senhor dará a ele aquilo que o escravo quer ou que o senhor ficará realmente satisfeito com ele. Mas quando oferecemos a nossa existência a Deus, temos o sentimento de unicidade entre Pai e filho ou Mãe e filho. O filhinho sempre sente que tudo aquilo que o pai dele tem é dele também. O pai tem um carro. O filho tem apenas três anos de idade, mas diz: “Eu tenho um carro”. Ele não precisa dizer: “Meu pai tem um carro”. Ele simplesmente dirá: “É o meu carro, nosso carro”.

Portanto, se mudarmos a nossa compreensão sobre a nossa relação com Deus, não haverá problema. Se Ele tem Paz, então temos todo direito de clamar a Paz Dele como nossa. Ele é o nosso Pai, nós podemos herdá-la. Porque Deus é o nosso Pai, porque Deus é a nossa Mãe, podemos ter esse tipo de sentimento. Se sentirmos que somos escravos de Deus e Ele é o nosso Senhor Supremo, que estamos aos Pés Dele e teremos de fazer tudo por Ele, então não teremos nenhum sentimento interior, nenhuma convicção, nenhuma garantia de que ele nos satisfará. Mas se temos o sentimento de unicidade entre Pai e filho, entre Mãe e filho, onde está o problema?

Nós não entregamos nada; somente nos tornamos cientes de que pertencemos a alguém que possui tudo. Apenas clamamos tudo e possuimos tudo a qualquer momento. Para os pés, sentir unicidade com a cabeça não é difícil de maneira nenhuma, porque eles sabem que ela também precisa da ajuda deles muitas vezes. Igualmente, quando aspiramos, sentimos que Deus precisa de nós de modo equivalente. Assim como precisamos Dele para realizar o Altíssimo, a Verdade Absoluta, Ele também precisa de nós para a Manifestação Dele. Para nossa realização, precisamos muitíssimo Dele; para Sua Manifestação, perfeita Manifestação, Ele precisa de nós. Sem nós Ele não Se manifesta ou não pode Se manifestar. Se não diminui a dignidade de Deus tomar uma pequena ajuda de pessoas ignorantes para a Manifestação Dele na Terra, como pode diminuir a nossa dignidade pedir a Deus um pouco de Paz, Luz e Felicidade?

Precisamos estabelecer a nossa consciente unicidade com Deus. E então não haverá entrega, mas apenas um mútuo dar e receber.

Inspiration-Garden and Aspiration-Leaves, p. 37-40

 

Perguntas sobre meditação 16: seguindo a voz e orientação interior

Perguntas sobre meditação 16: seguindo a voz e orientação interior

 

Pergunta:Podemos responder às nossas próprias perguntas através das nossas meditações diárias?

Sri Chinmoy: Qualquer pergunta pode ser respondida durante a meditação ou ao final da meditação. Se você mergulhar profundamente no seu interior, estará destinado a conseguir uma resposta. Mas, quando consegui-la, por favor, tente determinar se ela vem da alma, do coração ou da mente. Se ela vier do coração ou da alma, você obterá um sentimento de alívio, um sentimento de paz. Você verá que nenhum pensamento contraditório se segue à resposta. Mas se a resposta não vier do seu coração ou da sua alma, a mente virá à tona e vai contradizer a idéia recebida.

 

Pergunta:Se nós, discípulos seus, temos dúvidas quanto ao decorrer de uma ação e não sabemos qual é a vontade do senhor, como podemos decidir o que fazer? Meditar na foto do senhor vai solucionar a questão?

Sri Chinmoy: Vocês podem meditar na minha foto. Durante a meditação, conseguirão a resposta ou não. Não há uma regra predeterminada. Mas se conseguirem um tipo de alegria interior com uma resposta, então será a resposta correta. Se não há alegria, então a resposta não está vindo da foto. Está vindo da mente.

Há outra coisa importante que gostaria de dizer. Sempre que tiverem sonhos ou visões, por favor, não tentem interpretá-los ou pedir a outras pessoas que os interpretem, pois vocês vão cometer um erro terrível. Se vocês tiverem uma visão ou uma experiência interior, mergulhem profundamente em seus interiores e descubram o significado ou me perguntem sobre o significado. Se tiverem uma experiência maravilhosa, escrevam para mim. Posso não responder exteriormente ou dar uma mensagem interior específica, mas vou abençoá-los e apreciarei suas experiências. Se tiverem uma experiência realmente divina, meu ser interior saberá imediatamente.

Meditation: God´s Duty and Man´s Beauty, p. 55-56

 

Pergunta:Como podemos separar a voz da alma das vozes do intelecto e das emoções?

Sri Chinmoy: Podemos facilmente separar a voz da alma da vida emocional e da vida intelectual. Quando fazemos algo, o resultado vem ou na forma de sucesso ou na forma de fracasso. Quando seguimos os ditames da alma, se o resultado de nossas ações é o sucesso, não nos vangloriamos aos céus e não nos esquecemos do mundo da realidade. Não perdemos o nosso equilíbrio. E se o resultado vem na forma de fracasso, não ficamos deprimidos ou desconsolados. Quer tenhamos sucesso, quer tenhamos fracasso, com a mesma alegria, felicidade e perfeita equanimidade colocaremos o resultado aos Pés do Senhor Supremo.

Mas quando fazemos alguma coisa movidos pelas nossas convicções intelectuais ou pelos nossos sentimentos emocionais, agimos de uma maneira diferente, dependendo do sucesso ou do fracasso de nossas ações. Quando agimos de acordo com os ditames do intelecto ou das emoções, esperamos algo da nossa própria maneira. Se o resultado não equivale às nossas expectativas, ficamos frustrados e desapontados, e a nossa frustração crescente é a destruição. Mas se são os ditames da alma que colocamos em prática, sentiremos sempre serenidade, paz e tranqüilidade no resultado de nossas ações. Veremos e sentiremos que o resultado nada mais é que uma experiência que vai elevar, aprofundar, ampliar, iluminar e aperfeiçoar a nossa consciência.

Quando ouvimos os ditames da nossa alma, sabemos que não somos nós que fazemos; quem faz é Deus. Somos o instrumento, e Deus, o Autor, está realizando uma experiência em e através de nós, da inimitável maneira Dele. Apenas oferecemos a nossa experiência ao Piloto Interior e a colocamos aos Pés Dele. Se não tivermos um sentimento de separação, poderemos sentir que Ele é o único a realizar a experiência em e através de nós e que Ele é a própria experiência.

Earth-Bound Journey and Heaven-Bound Journey, p. 65-66

 

Pergunta:Guru, às vezes quando medito ou quando estou confuso, ouço uma voz em meu interior que se parece com a sua. É você mesmo ou é alguma coisa diferente?

Sri Chinmoy: A sua alma está dando a mensagem a você, e está em contato direto comigo, com a minha elevação espiritual, com a minha luz, com as minhas capacidades interiores. É a minha mensagem que a sua alma está expressando em sua mente física. Se a mensagem vier num silêncio sublime e você aceitá-la de maneira plena e devotada, ela será sempre eficiente. Não duvide dela. Não use a mente. Se você utilizar a mente, tudo será confuso. Mas se você usar o coração, tudo será eficiente. Sinta que é a minha mensagem interior que a sua alma aceita e expressa para a sua mente física colocá-la em prática. A mente física pode duvidar da mensagem. Mas se utilizar o coração, você a aceitará imediatamente. E então verá que tudo é significativo, tudo é frutífero.

Aum, May-June 1978, p. 33

 

Perguntas sobre meditação 15: desenvolvendo uma conexão interior com o Mestre espiritual

Perguntas sobre meditação 15: desenvolvendo uma conexão interior com o Mestre espiritual

 

Se você depende de mim, se a sua consciência permanece em mim e se une à minha consciência, então me será muito fácil ajudá-lo, mesmo que você viva muito distante daqui. Mas se você não sente uma unicidade comigo, podemos ficar a vida inteira em um quarto e eu não serei capaz de ajudá-lo. Se você se importa só com a minha proximidade física, se você se importa só em vir ao Centro duas vezes por semana para nos vermos, isso não vai levá-lo nem vai me levar a muito longe. Eu tenho mesas e cadeiras no meu quarto. Elas dependem de mim porque escrevo sobre elas e me sento sobre elas. De certa forma, eu as alimento. Mas não acho que serei capaz de transformar a natureza delas. Isso porque elas não se identificam conscientemente com quem está disposto a ajudá-las.

O que é importante é a aspiração interior. Se você tem aspiração, então o que você chama de dependência, eu chamo de segurança. Você usa a palavra ‘dependência’ e eu uso a palavra ‘segurança’. Um líder de um Centro pode viver a milhares de milhas de distância. Mas onde está o coração dele? Onde está a mente dele? Eles estão aqui em Nova Iorque. Já aconteceu de um líder de um Centro falar de mim a centenas de milhas distante, mas outras pessoas ouviram a minha voz e viram a minha face, mesmo sendo o líder uma mulher. Existem muitos que estão geograficamente a milhares de milhas distantes de mim, mas eles estão na minha consciência. Eles me vêem, me sentem, falam comigo. E quando me escrevem, geralmente falam que, numa hora em particular, tiveram uma visão de mim e receberam a minha ajuda. Então podemos ver como alguém pode ter plena segurança da sua capacidade espiritual e unicidade com o seu Mestre, mesmo que este esteja a milhares de milhas de distância.

Dependence and Assurance, p. 44-45

 

 

Pergunta:Logo voltarei à Venezuela. Como um discípulo pode sentir, a uma certa distância, a mesma força ou magnetismo que sente ao meditar com você?

 

Sri Chinmoy: O Mestre não consegue ficar fisicamente com seus discípulos 24 horas por dia. É impossível. Ele tem muitos discípulos e também muitas coisas para fazer. Na verdade, um discípulo pode permanecer com o Mestre 24 horas por dia, mas sem receber nada dele. O sobrinho de Ramakrishna serviu o tio durante muitos, muitos anos, mas não recebeu praticamente nada dele. O sobrinho fez algumas coisas erradas e quase roubou do próprio tio, até ser finalmente expulso. Mas veja Vivekananda. Ele não permaneceu com Ramakrishna 24 horas por dia. Longe disso. Vivekananda costumava ver Ramakrishna uma vez a cada dois ou três meses, e não ficava por muitos dias.

Portanto, não é a proximidade física o que mais importa. É a percepção interior da conexão do discípulo com o Mestre. Onde está ele? Em Nova Iorque ou no coração do discípulo? O discípulo tem de sentir que o Mestre é algo muito sagrado e espontâneo em sua vida. Ele tem de sentir que, da mesma maneira que não pode existir sem as batidas do coração, também não consegue existir sem o Mestre. Se ele sente essas coisas, e se sente necessidade de agradar ao Mestre em tudo aquilo que faz, sua relação com o Mestre é segura e completa.

Quando voltar à Venezuela, sinta que me leva dentro do seu coração, e não que me deixou em Nova Iorque. Sinta que a minha verdadeira existência não está só em uma parte do mundo. Sinta que a minha existência interior está em todo lugar. A minha existência exterior, meu corpo físico, cuja altura é de 1,72 metro, pode permanecer apenas em um lugar, mas a minha existência interior pode viajar para vários lugares. Sinta a necessidade de uma relação interior, de uma conexão interior com o meu coração e a minha alma. Só assim você será capaz de realizar o máximo progresso.

Se um discípulo verdadeiro e sincero já estabeleceu uma conexão interior com o Mestre, se já estabeleceu uma total proximidade e uma relação das mais entregues, e se permanece próximo ao Mestre, naturalmente poderá receber mais benefícios. A vida interior do discípulo já é una com a do Mestre, e a vida exterior dele está rogando para se tornar una com a vida interior. Naturalmente, o discípulo receberá um estímulo em dobro e um progresso infinitamente mais rápido.

Philosophy, Religion and Yoga, p. 19-21

 

 

Se um discípulo verdadeiro e sincero já estabeleceu uma conexão interior com o Mestre, se já estabeleceu uma total proximidade e uma relação das mais entregues, e se permanece próximo ao Mestre, naturalmente poderá receber mais benefícios. A vida interior do discípulo já é una com a do Mestre, e a vida exterior dele está rogando para se tornar una com a vida interior. Naturalmente, o discípulo receberá um estímulo em dobro e um progresso infinitamente mais rápido.

Philosophy, Religion and Yoga, p. 19-21

 

 

Pergunta:Durante as nossas atividades diárias, como podemos manter você em nossa consciência interior?

 

Sri Chinmoy: Através do amor e do carinho. Quando amamos alguém, quando temos carinho por alguém, estamos destinados a ver a pessoa amada dentro de nós ou à nossa frente. Suponhamos que você tem um gato. Você é muito afeiçoado a ele. E o que acontece? Se é realmente afeiçoado ao gato, você o verá mesmo enquanto estiver na escola. Muitas vezes você pensará sobre o gato: “Eu o alimentei? Ele está feliz?”. Esses pensamentos virão porque você é muito afeiçoado ao gato. Enquanto pensa sobre o gato, você também está fazendo outra coisa. Você está na escola. Mas seu amor pelo gato é tão intenso que, na sua consciência, você pensará que o gato está na sua frente.

Pense sobre uma mãe e o filho dela. A mãe está lendo jornal. A pessoa mais querida, para ela, é o filho dela. O filho pode estar a milhares de milhas distante, mas o foco de concentração dela encontra-se no próprio filho. Ela está pensando: “Oh, quem está cuidando do meu filho, neste momento? Ninguém é capaz de cuidar dele como eu”. Pode-se dizer que isso é um amor emocional ou uma doce afeição ou uma doce consideração ou mesmo todas essas coisas. Mas, através do amor, ela está mantendo uma conexão com o filho.

Quando somos apegados a alguém, pensaremos sobre ele, não importa aonde formos. Idéias a respeito dele virão à nossa mente. Quando alguma pessoa está prestando atenção em alguém no mundo comum, significa que ela está apegada a ele. No mundo comum, seres humanos que são apegados uns aos outros são do mesmo nível. No mundo espiritual, o Mestre é muito superior ao discípulo. Então não é apego, mas um devotado sentimento de unicidade que os discípulos acalentam em relação ao Mestre. Quando o discípulo pensa sobre o Mestre, não é com apego, mas sim com devoção. É assim que o buscador pode agradar ao Mestre, que realizou a Verdade mais elevada e que servirá como um veículo, pelo qual o discípulo alcançará a Verdade.

Você tem afeição, ternura, amor e carinho por mim. Então, naturalmente, a sua mente tentará entrar em mim ou a minha consciência tentará entrar em você. Caso você consiga criar, em seu interior, uma consideração pela minha missão, verá verdadeira alegria, paz, gratidão, orgulho e bênçãos fluindo de mim para o seu coração. Nesse instante, será fácil me manter na sua consciência.

Como você pode manter a sua conexão interior comigo? Apenas desenvolva maior interesse pela minha missão e maior amor pela manifestação da minha luz na Terra. Ao amar alguém, você está preparado para fazer tudo por ele a qualquer momento. Se tem verdadeiro amor e carinho por mim, pelo Divino em mim, pelo Supremo em mim, não importa o que estiver fazendo, mesmo enquanto estiver correndo ou pulando, você terá o mais doce sentimento interior de deleite. Isso porque você se identificou a si mesmo com alguém que possui a capacidade interior de vir e oferecer Paz, Luz e Deleite.

Service-Boat and Love-Boatman 2, p.43-44

 

Perguntas sobre meditação 14: o papel do Guru

Perguntas sobre meditação 14: o papel do Guru

 

Pergunta:A libertação é possível sem a ajuda de um Mestre vivo?

 

Sri Chinmoy: É bem possível para o buscador atingir a libertação sem a ajuda de um Mestre vivo. Mas, se alguém valoriza a rapidez, é aconselhável ter um Mestre. Se você pode fazer alguma coisa hoje com a ajuda de uma outra pessoa, por que levar três ou quatro para fazê-la sozinho? Nós vamos à escola e estudamos com um professor. Por quê? Quando temos um professor, somos guiados e orientados naquilo que estudamos. Todos os livros que estudamos estão disponíveis na livraria, mas quando o professor diz que algo está correto, imediatamente acreditamos nele. O professor acelera o nosso estudo.

Não há nada de errado em receber ajuda de alguém. Um Mestre espiritual também é filho de Deus. Se o meu irmão mais velho sabe alguma coisa, tenho todo o direito de pedir a ele para me ensinar. Uma vez que eu tenha aprendido, esse conhecimento se torna uma propriedade minha. Nessa hora, estou livre para compartilhar com os outros o conhecimento que adquiri com a ajuda do meu irmão mais velho. Quando se trata de realização em Deus, se alguém diz: “Não, não quero ter nenhuma ajuda exterior. Vou depender inteiramente de Deus e de mim mesmo”, então essa pessoa tem que saber que a realização dela vai levar milhares de anos. Mas não existe nada de errado nessa abordagem. A primeira pessoa que realizou Deus não tinha um professor humano. Deus o ensinou diretamente. Se o buscador é extremamente sincero e quer depender da orientação direta de Deus, ele pode. Mas deveria saber que o seu progresso será lento, muito lento e incerto.

Earth-Bound Journey and Heaven-Bound Journey, p. 63-65

 

 

O Guru humano é só um instrumento do Supremo. Eu sempre digo que não sou o Guru; o Guru verdadeiro, o único Guru, o supremo Guru é o próprio Supremo. Sou um representante do Supremo para aqueles que se chamam de meus discípulos.

Quando digo aos meus discípulos para meditarem na minha foto Transcendental, tenho total responsabilidade pelo que falo. Isso é, o Supremo está naquela foto. Mas você pode julgar ou suspeitar do corpo físico que você está vendo. Você vê que eu tenho 1,72 metro de altura e muitas outras coisas no meu ser físico. Mas dentro do físico está a existência espiritual verdadeira, onde opera a minha unicidade total, consciente e completa com o Supremo. A capacidade do discípulo de realizar essa unicidade depende do seu alcance no campo da aspiração; depende de quão longe ou quão profundamente ele me realizou. Alguém vai me ver como um Mestre espiritual; alguma outra pessoa vai me ver como um filósofo e uma terceira vai me ver como um poeta. Todas essas coisas podem ser vistas na vida exterior. Mas se alguém aqui já foi profundamente ao seu próprio interior e entrou em mim ou no Supremo, então ele vê que em minha mais profunda consciência eu sou totalmente um com o Supremo. Não pode existir nenhuma diferença.

O seu Guru é o seu líder espiritual, o seu guia, o seu verdadeiro piloto. Ele está lidando com a consciência Divina, Consciência infinita, Infinidade e Eternidade. Se você realmente quer Infinidade e Eternidade, tem de saber que a maneira mais fácil e efetiva de ir até o Supremo é através do Guru, porque dessa maneira você pode se aproximar do Supremo tanto no plano físico como no plano interior. Mesmo os sentidos exteriores ficam satisfeitos e você pode conseguir uma resposta nesse plano. Se você pensa sobre o Supremo, é tudo muito vago. Quantos de vocês têm realmente algum conceito sobre o Supremo, mesmo no mundo mental? Ou o Supremo é um ser humano ou Energia ou Consciência infinita; essas coisas vocês podem imaginar. Vocês falaram comigo muitas vezes. Meditaram comigo muitas vez e muitas e muitas vezes viram pelos meus olhos a Luz do Supremo, o Poder do Supremo.

The Meditation World, p. 1-4

 

 

Quando o Mestre aceita alguém como discípulo, significa que ele faz uma promessa solene à alma do buscador de que irá levá-lo até Deus. Na hora da iniciação, o Mestre promete ao buscador: “Não se preocupe com as suas fraquezas, com a sua escuridão, com a sua ignorância. Eu vou tomar contar delas. Você só precisa dá-las para mim. De agora em diante, as suas limitações, as suas imperfeições e a sua escravidão são todas minhas. Eu vou tomar conta delas”.

O Mestre não tira a individualidade ou a personalidade do discípulo. Ele só leva o discípulo até Deus. Um Mestre espiritual é apenas um irmão mais velho para a humanidade. Ele leva os seus irmãos mais novos até o Pai e então termina a sua missão. Onde fica a questão de individualidade e personalidade?

The Inner Hunger, p. 9

 

 

Quando você não puder meditar bem, não force nada. Muitos de vocês sentem que se não puderem meditar bem por um, dois ou três dias, o mundo inteiro vai entrar em colapso. Vocês sentem que, se não meditarem bem por uma semana, então o Guru vai ficar seriamente descontente com vocês. Estão errados. Não sou assim, tão sem consideração. Sou mais responsável pelo progresso interior de vocês do que vocês mesmos. Sabem por quê? Porque estabeleci dois compromissos – um com Deus e um com vocês. Vocês aceitaram o Supremo em mim como o seu Guru, e a parte de vocês acabou. No meu caso, prometi a vocês que vou levá-los até a sua meta, e também prometi a Deus que vou levá-los até Ele. Depois de dar a vocês o sinal de começar a correr na sua corrida interior, eu corro na frente. Tomo a dianteira para inspirar quem quer que esteja atrás de mim. Onde quer que eu os veja no mundo interior, corro um pouquinho na frente ou ao seu lado. Eu me torno o observador e, ao mesmo tempo, o inspirador.

The Hunger of Darkness and the Feast of Light 1, p. 18-19

 

Perguntas sobre a meditação 13: como meditar em grupo

Perguntas sobre a meditação 13: como meditar em grupo

 

Pergunta:Qual deveria ser a nossa postura com relação aos outros durante a meditação em grupo?

 

Sri Chinmoy: Vocês devem nutrir bons sentimentos em relação aos outros, um sentimento de boa vontade, mas não pensem nas pessoas sentadas ao seu lado. Se pensarem em alguém ao seu lado que não esteja aspirando, a sua meditação será naquela pessoa e não em seu Mestre. Mantenham a concentração no seu Mestre. Façam absolutamente o melhor, porém não pensem em fazer melhor do que tal e tal pessoa. Todos deveriam fazer o melhor que podem.

Sintam que eu sou a meta, o alvo, e que vocês estão mirando o alvo com uma flecha. O segredo de um discípulo para uma excelente meditação é entrar em mim como uma bala, uma flecha. Mas alguns de você estão procurando pela flecha. Outros nem mesmo possuem uma flecha ou simplesmente a perderam. Esse é o problema. A meditação coletiva é como o trabalho de equipe. No plano exterior vocês freqüentemente ajudam uns aos outros. Mas na meditação coletiva vocês devem marcar pontos no plano interior. Se dez pessoas puderam acertar ao mesmo tempo, o grupo recebe notas elevadas.

Philosophy, Religion and Yoga, p. 14-15

 

 

Pergunta:Como um discípulo poderia receber o benefício máximo durante meditações coletivas em um grupo?

 

Sri Chinmoy: Quando medita em grupo, sinta que os buscadores que se sentam juntos não são entidades separadas, mas apenas uma entidade. Não pense em cada discípulo. Sinta que é a única pessoa meditando e que é responsável pela meditação. Meditação coletiva é meditação com o sentimento de unicidade inseparável, unicidade absoluta. Você é a única pessoa meditando e está observando a si mesmo; não há mais ninguém. Você é o observador e o buscador, não por causa do seu ego, mas por causa da sua unicidade inseparável.

Caso contrário poderá olhar para o lado e pensar: “O que foi que eu fiz hoje que me impede de meditar tão bem quanto ela?” Ou: “Por que eu tenho de meditar ao lado dele? A sua consciência é tão baixa.” E mesmo: “Por que vim até aqui? Voltarei para casa para meditar.” Assim pensará que alguém está meditando melhor do que você ou que outra pessoa está puxando você para baixo e que estaria abaixo da sua dignidade meditar com ele. Ao meditar coletivamente, se tomar a todos como você mesmo, então terá uma boa meditação. Quando todos tiverem entrado em você, quando estiverem fluindo em e através de você, nesse momento será capaz de receber o benefício máximo.

Meditation: Humanity’s Race and Divinity’s Grace 1, p. 28-29

 

 

Queridos discípulos, com a sua gentil permissão, eu desejaria dizer que todos vocês vieram ao nosso Centro para aspirar, para pensar em Deus, para a meditar em Deus, mas o que infelizmente acontece é que alguns discípulos simplesmente não meditam. Um discípulo pode achar que os seus irmãos e irmãs discípulos sentados ao seu lado estão tendo uma meditação maravilhosa. Ele pensa: “Se eu não aspirar, não há problema. Quando Guru olhar para o nosso grupo em geral, ele verá quão maravilhosamente estamos aspirando. Se eu estiver agora pensando nos meus amigos e parentes ou nos problemas de família, eu não serei descoberto porque aquele que está ao meu lado possui uma aspiração maravilhosa.” Mas essa pessoa pode estar acalentando o mesmo tipo de pensamentos. Ela pensa: “Oh, ele está tendo uma meditação maravilhosa, portanto deixe-me viver apenas hoje. Deixe-me apreciar os meus pensamentos mundanos.”

Eu posso contar a vocês uma história. Certa vez havia um rei que tinha um desejo especial de possuir um lago cheio de leite ao invés de água. Ele drenou a água de um lago. Então ordenou que todos os seus súditos viessem na manhã seguinte trazendo uma pequena quantidade de leite para derramar no lago.

Todos nesse mundo são sagazes, todos são espertos. Uma idéia brilhante veio à mente de cada súdito. Qual foi a idéia divina? Cada súdito pensou: “Se eu trouxesse uma pequena quantidade de água ao invés de leite, ninguém seria capaz de saber que eu trouxe água, porque milhares e milhares de pessoas estarão trazendo leite.” Mas como infelizmente, ou felizmente, essa idéia veio à mente de todas as pessoas, na manhã seguinte todos trouxeram água ao invés de leite e preencheram o lago com água. À noite o rei disse à sua rainha: “Eles já devem ter preenchido o meu lago com leite. Vamos até lá para vê-lo.” Para o desgosto do rei, ele viu que era apenas água e não leite.

É assim que muitos dos discípulos jogam esse tipo de truque divino durante a nossa meditação coletiva. Não estou dizendo que todos aqui fazem isso. Nesse aspecto eu tenho mais sorte do que o rei. Mas existem aqui pessoas que apreciam pensamentos mundanos e pensam sobre problemas familiares enquanto deveriam estar meditando. Pensam que outros estarão tendo uma meditação maravilhosa e que portanto o seu Guru não os descobrirá. Mas esse Guru possui uma visão oculta e ela é muito, muito eficaz. Ela funciona mais poderosamente do que o exército de um rei.

Dependence and Assurance

 

 

Sri Chinmoy fez os seguintes comentários após uma “disputa” de meditação entre os seus discípulos homens e mulheres.

 

Quando meditam em um grupo, eu peço freqüentemente para que se sentem em linhas retas, para que como em uma corrente, vocês recebam a minha força. Mas caso estejam dormindo, como receberão essa força? Não podem dormir e ao mesmo tempo se concentrar, meditar e contemplar. Quando meditamos há cinco minutos atrás, cinco meninos estragaram a meditação do grupo por haverem dormido. De outra forma o grupo teria se saído muito bem. Muitas meninas se entregaram ao sono e tornaram-se letárgicas. Acho que pela primeira vez em nosso Centro os meninos fizeram melhor do que as meninas. Eu sou absolutamente imparcial. Dessa vez os meninos foram bastante aplicados. Foi uma boa competição. É como participar de um jogo. Se for um jogador ruim, a sua presença será uma desgraça para o time. Se for um bom jogador, pode adicionar a sua capacidade e manter o prestígio do time. Meninos, eu estou implorando a vocês. Se não estiverem despertos ou se tiverem o hábito de perder a concentração, ou dormir, por favor, não entrem na disputa. Se estiverem dormindo, a sua presença diminuirá os pontos do grupo.

Philosophy, Religion and Yoga, p. 11-12

 

 

Pergunta:Quais são as maneiras de ir mais profundamente dentro de si mesmo ou para elevar a nossa consciência enquanto estivermos meditando em um grupo?

 

Sri Chinmoy: Existem três maneiras. A primeira chama-se japa, é o entoar ou repetir de uma palavra ou mantra. Então vem a meditação. E depois a oração.

O nosso melhor mantraé Aum. Quando o repetimos, o exercício se torna um japa.Gentilmente entoem Aum, de alma plena. E enquanto estiverem meditando, não permitam que qualquer pensamento entre em vocês, apenas sintam que vocês estão dentro de mim, ou dentro dos Himalaias, escalando alto, mais alto, altíssimo. Quando oram, por favor, sintam que simplesmente não há competição na vida espiritual. Façam o melhor e sintam que cada indivíduo é responsável pela sua mais extensa conquista, pelo melhor progresso. Pensem que hoje é o seu dia e que vocês se saírem bem, o Supremo ficará extremamente satisfeito.

The Hour of Meditation, p. 28-29

 

 

Quando os discípulos meditam juntos, devem sentir a sua unicidade. Um indivíduo não deveria sentir que ele é mais forte do que outros discípulos. Não! Cada indivíduo deve sentir que ele é o mais forte devido à sua unicidade com os outros. Ele deve pensar que é o mais forte porque se tornou um com os seus irmãos discípulos e irmãs discípulas em sua aspiração.

Em meditações coletivas, os discípulos deveriam começar oferecendo gratidão ao Supremo. Se alguém é realmente sincero em sua vida espiritual, sentirá a necessidade de gratidão. Um momento de gratidão é equivalente a uma hora da mais intensa meditação. Então, após oferecer a gratidão, os discípulos tentarão esvaziar os seus recipientes interiores. Caso vinte pessoas estiverem sentadas juntas, elas devem sentir que são apenas um recipiente. Não são indivíduos; tornaram-se apenas um recipiente e apenas um em sua receptividade. Mas cada um deve sentir que é sua obrigação e responsabilidade esvaziar o recipiente. Não deve pensar: “Oh, já que somos apenas um, deixe que ele faça isso por mim.” Não, nessa unicidade cada discípulo deve fazer a sua parte. Assim, quando o recipiente estiver cheio de pureza, paz, luz e bem-aventurança, todos os discípulos bebem interiormente essas qualidades divinas.

Two Divine Instruments:Master and Disciple

 

 

Quando tivermos uma meditação em grupo pela manhã, se alguém estiver extremamente cansado, exausto, sonolento, meditando com a maior dificuldade, forçando os olhos, por favor, não venha. Medite em casa ou durma se quiser. Mas se meditar assim aqui, arruinará a vibração divina e a aspiração sincera dos seus irmãos e irmãs espirituais. Não nos importaremos se você não vier ou não puder vir pela manhã. Mas caso venha, gentilmente apresente-se completamente preparado para ficar acordado e meditar bem. Dessa maneira você poderá inspirar aos outros e eles poderão trazer a você a inspiração.

Você deve fazer questão, quer medite ou não, de manter o físico sob controle. Se você não puder domar a mente, deixe que ela vague. Mas o físico deve ser disciplinado. Você deve aprender a sentar e ficar parado. O barulho que você cria através do seu corpo inquieto destrói a concentração dos discípulos que estão prontos para receber a Paz, Luz e Bem-Aventurança que eu trago aqui para baixo. Você será para eles como um inimigo inconsciente. Você não tem idéia do tipo de crime espiritual que estará cometendo. Você tem fome, mas não percebe, e assim não procura se alimentar. Mas os outros que perceberam a própria fome estão tentando se alimentar. As suas almas se sentem desoladas quando existem pessoas que estão evitando que elas possam receber o alimento divino.

Sleep: Death’s Little Sister, p. 26-27

 

Perguntas e respostas sobre meditação 12: quais são os benefícios da meditação em grupo

Perguntas e respostas sobre meditação 12: quais são os benefícios da meditação em grupo

 

Pergunta:Eu compareço à meditação aqui na faculdade uma vez por semana mas sinto que preciso de mais nutrição espiritual. Se tentar meditar sozinho, é diferente. Sinto que há algo que estou perdendo.

 

Sri Chinmoy: Você não está na verdade perdendo nada. Quando quatro pessoas fazem a mesma coisa juntas, elas inspiram umas às outras. É como um cabo-de-guerra. Quando você está meditando com o seu grupo, são quatro ou cinco pessoas meditando juntas contra apenas uma pessoa, a ignorância, enquanto que meditando em casa você é um indivíduo e a ignorância é outro. Você não sabe quem vencerá o cabo-de-guerra. Quando quatro pessoas estão puxando de um lado e apenas se opõe, ela sabe que as outras quatro ganharão. Essa certeza interior o encorajará a unir-se e ajudar a puxar. Se você meditar em casa, está lutando sozinho contra a ignorância. Naturalmente, ficará cansado rapidamente e sentirá tristeza e desconsolo, e pode perder o interesse. Mas você se puder meditar com os outros, terá mais confiança no que faz.

Quando você vê que um ladrão ou algum outro suspeito está sentado ao seu lado, a sua consciência automaticamente cairá  por causa das vibrações que recebe dele. As forças não divinas, negativas, virão e o atacarão. Mas se você se relacionar com pessoas que levam uma vida espiritual e estão tentando realizar Deus, sem dúvida eles reforçarão a sua aspiração. Se tiver fé e confiança nessas pessoas, a própria presença delas o inspirará. Uma pessoa espiritual sentada ao seu lado está pensando em Deus, meditando em Deus, no Amor divino e na Paz divina. E essa Paz e Amor entrarão em você também. Assim, a melhor coisa a se fazer seria relacionar-se com pessoas espirituais tanto quanto puder.

Meditation: God Speaks andI Listen 1, p. 15-16

 

 

Caso tenha amigos com quem você medita e que saibam como meditar, mesmo que inconscientemente, o seu ser interior receberá deles a inspiração. Se você for um buscador muito sincero, receberá ajuda conscientemente dos seus amigos, que estão sentados ao seu lado, na forma de inspiração. Você aprenderá coisas com os seus amigos espirituais. O poder de meditação que há em você aumentará automaticamente.

Meditation: God Speaks andI Listen 1, p. 10

 

 

Pergunta:Por que é importante meditar com outras pessoas?

 

Sri Chinmoy: Se você tiver um amigo que saiba como meditar, e meditar com ele, pode dele receber inspiração, mesmo inconscientemente. E então automaticamente o poder de meditação em você aumentará e a sua ignorância diminuirá. Você aprenderá muitas coisas com os seus amigos espirituais, será capaz de ter uma nova perspectiva na vida.

The Hour of Meditation, p. 28

 

 

Pergunta:Meditar em grupo melhora a nossa aspiração?

 

Sri Chinmoy: Eu devo dizer que a meditação é uma lição nova quase todos os dias. Durante a meditação um Mestre espiritual está consciente do fato de que entrou profundamente em cada alma e que todas as almas sentiram algo. É a aspiração coletiva o que traz o Mais Elevado e entra na Luz mais profunda, mas existem alguns  de vocês que de fato vão comigo até o Mais Elevado e Mais Profundo. Quando vão junto comigo, é uma grande ajuda.

Às vezes, quando estou em frente a outros, eles tentam me puxar para baixo, mas felizmente eu sou mais forte e os puxo com todo o meu poder. Eu os ergo. E quando eles por fim se entregam, também sobem. Essas pessoas ficam nos meus ombros como corpos sem vida, mas eu tomo a responsabilidade por elas. Existem apenas algumas que são assim. A maioria pode ser puxada, sobe comigo facilmente.

É verdade absoluta que os discípulos contribuem muito para a nossa aspiração coletiva. Quando se está aspirando intensamente e alguém mais também está, essa intensa aspiração traz à Terra os grandes Mestres espirituais. Acho que tanto a Bíblia quanto as nossas escrituras espirituais indianas dizem que se doze pessoas orarem intensamente em um círculo, os Mestres espirituais andarão por entre elas. É o resultado da aspiração coletiva. Um está aspirando com a sua luz mais interior, outro com o seu poder, outro com a sua paz e mais um com luz. Então toda a aspiração, unida, sobe para trazer a presença dos Mestres espirituais. A aspiração coletiva é muito efetiva.

Inner Progress and Satisfaction-Life, p. 24-25

 

 

Pergunta:Você poderia falar sobre meditação coletiva?

 

Sri Chinmoy: Quando meditar em grupo, sinta que a ignorância se colocou contra você em um cabo-de-guerra. Assim, na hora em que a meditação está marcada para começar vocês devem começar a puxar. É como iniciar juntos uma corrida. Antes da corrida, todos os corredores se aproximam da largada e esperam. Quando é dado o tiro de largada, eles começam imediatamente a correr. Mas caso um corredor não esteja na largada na hora marcada, aquele que dá o tiro não esperará pelo corredor atrasado. Hoje estamos meditando em um grupo. Quando meditamos juntos, temos de saber que meditamos com o Supremo, pelo Supremo e para o Supremo em oposição à ignorância. Não estamos competindo com pessoa alguma; estamos competindo com as nossas fraquezas interiores, com as nossas imperfeições interiores. Para conquistar essas forças, devemos correr em direção à Meta.

Da mesma maneira que cada Mestre espiritual tem o seu barco, nós também estamos em nosso próprio barco. Todos os dias o Supremo julga os passageiros. Eu posso ralhar com vocês de tempos em tempos, mas eu gostaria de dizer que muitos dos que estão em meu barco estão vencendo a luta contra a ignorância. Apesar de existirem alguns que não meditam bem, outros meditam muito bem. Ainda assim, existe a possibilidade,  medo e apreensão de que possamos perder impiedosamente. Estamos vencendo, é verdade, mas se perdermos a nossa capacidade, a ignorância pode vencer. Por favor, sintam que apenas quando tivermos visto o Rosto sorridente do Supremo teremos alcançado algo. Ele está nos dando a oportunidade. Oferece a todos a mesma oportunidade, mas por enquanto apenas os buscadores espirituais  a aproveitam.

The Hour of Meditation, p. 27-28

 

 

Pergunta:A associação com pessoas espirituais é de alguma valia?

 

Sri Chinmoy: Quando você está entre pessoas espirituais, recebe inspiração. Você é um nadador. Quer nadar e portanto vai até a piscina. Lá descobre que a água está fria e não há ninguém. Assim fica bastante difícil que você entre na água. No entanto, ao ver outras pessoas na piscina fica mais fácil entrar na água.

Também na vida espiritual, caso sinta que a sua determinação e sinceridade não estão suficientemente fortes, você deveria tentar meditar em conjunto com outros. Hoje você está inspirado para meditar, mas amanhã pode não estar nada inspirado. O que poderá fazer? Se não estiver inspirado, imediatamente se dirija aos outros que estejam seguindo o caminho espiritual e medite com eles, ao seu lado. Eles já estão inspirados. Você verá que a sua meditação se tornará valiosa e plena de alma. Terá uma meditação muito poderosa. Hoje o seu poder-vontade está fraco e eles  o inspirarão, amanhã o poder-vontade deles estará fraco e você os inspirará. Portanto, é sempre melhor ter companhia espiritual. Pássaros de uma mesma espécie voam juntos. Buscadores espirituais, buscadores sinceros, deveriam permanecer juntos.

E você também deve ficar sabendo um pouco sobre regularidade. Quando se exercita regularmente, os seus músculos são fortalecidos. Na meditação em grupo, na meditação coletiva, você poderá facilmente fortalecer o seu poder-vontade. Quando então se tornar um perito em meditação, você poderá meditar sozinho. Ao se tornar um bom nadador, um nadador perito, uma pessoa não mais precisa de outros nadadores. Quando estiver avançado, não precisará de outros para inspirá-lo. Mas até lá, é recomendável que você medite regularmente com outros buscadores sinceros.

Self-Discovery and World-Mastery, p. 28-29

 

 

Antigamente, quando havia meditações em Manhattan, logo após a meditação os discípulos iam a um restaurante para comer. Tudo o que haviam recebido eles entregavam ao restaurante. Aqui, pelo menos os discípulos cozinham e servem, e assim podemos manter parte da luz e poder espiritual que recebemos. Sentimos que a alma recebeu alimento espiritual durante a meditação e que após a meditação queremos oferecer algo ao vital e ao físico. Por isso comemos e ficamos juntos. Todavia, se sair do Centro e for a uma lanchonete haverá uma consciência diferente. Sinta que aqui no Centro você tem verdadeiros irmãos e irmãs espirituais com os quais pode ficar junto e trocar palavras doces. Vocês podem falar sobre coisas inocentes relacionadas com a vida diária ou sobre a vida espiritual.

Simplesmente olhando no rosto uns dos outros, vocês já obtêm alegria. Podem não receber essa alegria das suas irmãs e dos seus irmãos físicos se eles não seguem o mesmo caminho espiritual. Assim, quando vocês ficam juntos recebem um pouco de alegria vital. Essa alegria vital não tem nada a ver com o vital inferior. Longe disso! Essa alegria fortalece e energiza a qualidade dinâmica do vital. E ficando juntos vocês podem sentir verdadeira unicidade.

SriChinmoy Speaks 6, p. 17-18

 

Perguntas sobre meditação 11: Por quanto tempo devemos meditar

Perguntas sobre meditação 11: Por quanto tempo devemos meditar

 

Pergunta:Por quanto tempo eu deveria meditar? Quinze ou vinte minutos seriam suficientes, ou eu deveria meditar mais?

 

Sri Chinmoy: Depende da sua capacidade, de quanto progresso você fez interiormente. Se tiver a capacidade de meditar sinceramente e de alma plena por meia ou uma hora, está bom. Mas se não tiver a capacidade e meditar por duas ou três horas, seria tolice e uma completa perda de tempo. A alma não estará lá. Durante a sua meditação, se a mente estiver calma e quieta e você sentir que está obtendo alegria e satisfação interiores, a sua meditação está boa. E quando após quinze ou vinte minutos de meditação pura a mente escura,  de dúvida e suspeita começar a funcionar, você deve parar de meditar. De maneira similar, se a sua mente ficar inquieta e você começar a pensar nos seus amigos, parentes e em outras coisas, será inútil continuar. Esse tipo de meditação não será frutífero nem trará alegria alguma. Você pode recomeçar mais tarde, quando tudo estiver puro e fresco.

Meditation: Humanity’s Race and Divinity’s Grace 1, p. 43

 

 

Pergunta:Por quanto tempo deveríamos meditar?

 

Sri Chinmoy: Normalmente os meus discípulos não precisam meditar por mais do que meia hora por dia. Eles meditam poderosamente por meia hora, mas depois não conseguem manter a intensidade. Eles podem no máximo meditar por quarenta e cinco minutos. Mas se algum deles tentar meditar por uma ou duas horas, a mente não ajudará.

Se você tem a capacidade, pode meditar por horas e horas. Do contrário, se a maioria dos meus discípulos tentar meditar por quarenta e cinco minutos em um dia, serão incapazes de meditar bem após meia hora. Se por meia hora você meditou bem, é como se tivesse comido um pão inteiro. Mas se não for o suficiente para você, tentará roubar mais quinze minutos. Durante esses quinze minutos você pode conseguir apenas um pequeno bocado, uma porção mínima. Você ainda tem fome, mas não ganha outro pão. Mas você estará recebendo algo durante aqueles quinze minutos extras. Quem sabe você possa ter dois minutos de boa meditação. De um lado poderia sentir que por não estar meditando bem, não estaria também desperdiçando o seu precioso tempo? Portanto, você sente que seria simplesmente melhor ir embora após meia hora. Por outro lado, se você puder ter uma boa meditação por dois minutos, por que agir como um tolo? Espere até que os quarenta e cinco minutos acabem. Se não esperar, não terá idéia de qual poderia ter sido o resultado. Mas você não pode dizer: “Se eu ficar por um pouco mais de tempo, receberei igual quantidade de Paz e Bem-Aventurança.” Não. Você pode receber mais uma pequena quantidade, por estar disposto a comer. Como ainda tem fome, você pode esperar para ver se a garçonete divina trará um pouco mais de comida.

Palmistry, Reincarnation and the Dream State, p. 21-22

 

 

Pergunta:Quantas vezes por dia devemos meditar?

 

Sri Chinmoy: Alguém que segue um caminho espiritual deve meditar ao menos uma vez por dia. Isso é obrigatório, caso contrário, é inútil seguir um caminho espiritual. É melhor meditar três vezes por dia, mas caso não seja possível alimentar a sua alma três vezes, por favor, alimente-a ao menos uma vez. Isso eu digo a todos vocês. Ao menos uma vez por dia você deve alimentar a alma. Sinta que a alma é uma pequena criança, uma criança divina. Se você não alimentar a alma, ela passará fome e a sua manifestação divina se atrasará.Portanto, se possível medite no mínimo três vezes por dia: de manhã cedo, ao meio-dia ou na hora do almoço, e à noite. A sua meditação da manhã e da noite deve durar mais, digamos, meia hora, e a meditação ao meio-dia pode durar cinco ou dez minutos. Se possível, em alguns dias tente meditar sete vezes por dez ou quinze minutos. Sete é um número oculto. Ele tem uma grande importância. Mas isso não quer dizer que você apenas contará com o número de vezes e não com qual plenitude de alma você meditou. Você pode meditar sete vezes por dia, mas isso deve ser feito com plenitude de alma. Se sentir que pode meditar de alma plena apenas uma vez, de manhã cedo, então será suficiente. Você deve enxergar a sua verdadeira capacidade, sinceridade, disposição e alegria.

Aspiration and God’s Hour, p. 28-29

 

 

É difícil meditar vinte e quatro horas por dia, mas é absolutamente possível ler meus escritos por meia hora e meditar  por uma hora diariamente. Deus lhes deu vinte e quatro horas por dia. Se vocês não possuem tempo suficiente para meditar continuamente durante uma hora, ou se não são capazes de meditar continuamente por uma hora, eu gostaria que meditassem quinze minutos por vez. Meditem cedo pela manhã e ao meio-dia se possível. Caso não seja possível, meditem quando retornarem do trabalho. Essa será a segunda meditação. Passadas duas ou três horas podem então meditar novamente. A quarta vez pode ser antes de dormir. Podem fazê-lo na própria cama, mas devem estar sentados e não deitados. Assim, vocês podem facilmente meditar quatro vezes durante o dia.

Claro, quando digo que vocês devem meditar por uma hora, não quero dizer que devem ficar olhando o tempo todo para o relógio, contando os minutos. Não! E se sentirem que não são capazes de meditar adequadamente por uma hora, gostaria que permanecessem num ânimo meditativo por quanto tempo for possível. Mas quando estiverem tentando meditar há duas horas e não conseguirem realmente fazê-lo por nem mesmo dez minutos, a melhor coisa a fazer é parar de meditar, porque a mente ficou agitada e será difícil acalmá-la.

The Meditation-World, p. 6-7

 

 

Pergunta:Logo que me tornei um discípulo eu sentia muita alegria em meditar e seguir o caminho. Mas recentemente não sinto mais aquela alegria e, portanto não tenho meditado regularmente.

 

Sri Chinmoy: Você medita todos os dias?

 

Discípulo: Cerca de quinze minutos.

 

Sri Chinmoy: Muito estranho. Você medita por apenas quinze minutos por dia e acha difícil meditar regularmente. Reze para o Supremo para que Ele lhe dê mais capacidade, porque eu não serei capaz de dizer que você está perdendo a alegria por estar indo além da sua capacidade.  Um buscador deve meditar por pelo menos uma hora diariamente – meia hora durante a manhã e durante a noite – não importando qual o seu nível. Aqueles que aceitaram o nosso caminho devem fazer questão de meditar por no mínimo uma hora, mesmo que meditem sinceramente por apenas cinco minutos e então a sua mente comece a vagar. Sinto que isso é algo absolutamente necessário. Espera-se uma hora de meditação de todos aqueles que sigam o nosso caminho.

Você pode dizer que não consegue meditar diariamente, ou que não medita bem, mas, por favor, tente. Você pode não comer o mais delicioso alimento todos os dias, mas certamente come algo, pois sente necessidade de alimento para manter o corpo funcionando. Na vida espiritual, sinta a necessidade de nutrir a alma, de nutrir o ser interior. Se não tiver uma meditação profunda todos os dias, isso não quer dizer que você não mais meditará. Procure sentir na vida interior a necessidade interior da sua alma. Medite todos os dias mesmo que em alguns dias sinta um deserto dentro do seu coração. Todos os buscadores no nosso caminho deveriam meditar por uma hora diariamente, pelo menos. Essa uma hora pode ser dividida em quatro vezes de quinze minutos ou meia hora pela manhã e meia hora à noite. Caso contrário você não conseguirá fazer progresso satisfatório.

The Inner Journey, p. 34-35

 

 

Pergunta:Recentemente estivemos meditando quatro ou cinco vezes por dia. O esforço em fazer isso trouxe alguma melhora em nossa consciência durante o dia?

 

Sri Chinmoy: Alguns discípulos fizeram progresso considerável. O poder e a capacidade que vocês desenvolveram podem ser usados amanhã para a realização-em-Deus. Agora está isso sendo usado para a manifestação-de-Deus. Uma vez que na prática estabeleçamos mais receptividade na meditação, o físico também ganha mais força. E podemos amanhã fazer algo com a força que acumulamos.

Alguns de vocês estiveram meditando quatro vezes por dia. Em uma sessão de meia hora talvez tenham meditado bem por –  digamos – dez minutos, e de um total diário de duas horas, meditaram muito bem por meia hora. Anteriormente meditavam apenas meia hora pela sua realização-em-Deus. Dessa meia hora, talvez tenham meditado bem por apenas dois minutos porque o sono não os largava. Agora estão meditando várias vezes por dia, e cada vez que meditam bem, desenvolvem a capacidade. Vocês agora utilizam essa capacidade para um propósito especial. E ela não vai embora. Quando em outro momento vocês tiverem de alcançar outra meta, poderão utilizar a capacidade que adquiriram. Ao invés de meditar para a manifestação-de-Deus, podem meditar não por um propósito especial, mas apenas para se tornarem um absolutamente perfeito instrumento do Supremo.

Assim, o poder adquirido de se sentar e meditar pode e deve ser utilizado para outras coisas. Caso não tenham adquirido aquela capacidade, naturalmente não seriam capazes de utilizá-la. Alguns de vocês realmente adquiriram capacidade, desenvolveram músculos interiores. Vocês não estão meditando mecanicamente, existe alguma visão interior.

The Hour of Meditation, p. 50-51