Uma vida mais simples

Simplicidade
A simplicidade é a grandeza na bondade.
Uma vida simples tem muito poucos problemas a enfrentar.
Porque é simples, você encorpora a poderosa Esperança de Deus em si.
A simpicidade é uma descoberta muito gloriosa.
A simplicidade é o nascimento frutífero da paz.
A simplicidade é o amigo-beleza de Deus.
A simplicidade alcança os vastos recônditos do mundo.
Sri Chinmoy, Silver thought-waves, part 2, Agni Press, 1992

Acontece comigo de muitas vezes ter coisas maravilhosas para fazer, mas minha mente me diz: “Ah, encontrei algo melhor ainda para fazermos.” Aí eu caio na cilada, e acabo deixando de fazer a contento o que já sabia que deveria ter feito com exclusividade.

Por vezes fico fantasiando sobre um dia perfeito que poderia passar lendo ou cantando ou meditando. Mas sempre que surge uma brecha de tempo, eu encontro algo diverso para fazer, incluindo escrever este texto. Coisas boas, muitas vezes, mas sempre postergo o plano de me dedicar ao meu eu interior de uma maneira que sinto necessária às vezes.

A solução do problema é simples: ouvir mais o coração, e não a mente. O coração sempre nos traz a sensação de satisfação, de paz, de contentamento, de simplicidade. Com essa sensação, fica muito mais fácil fazer o que o poema diz, “encorporar a poderosa Esperança de Deus em si.”

Seria como se dedicar a uma meta; não ficar para cá e para lá, mas ter uma noção de onde pode chegar e, principalmente, no que pode se tornar neste dia, neste ano, nesta vida.

Uma resposta para ficar mais no coração é a meditação.

Porque o coração quer meditar?
Ele quer meditar
Porque quer amar
O Supremo mais.
O coração sabe que a meditação
É a resposta.
Sri Chinmoy, Ten Thousand Flower-Flames, part 49, Agni Press, 1982

Meditação e o significado de fazer promessas na vida espiritual

“As pessoas dizem que é bom fazer promessas – apenas assim suas capacidades interiores virão à tona. Mas eu gostaria de lhe dizer que apenas uma promessa é boa: a sua promessa de que conquistará a ignorância e realizará Deus nesta vida. Apenas essa promessa vale a pena fazer – todas as outras são perigosas e destrutivas.”
Trecho de uma história no livro Sri Chinmoy, Great Indian meals: divinely delicious and supremely nourishing, part 2, Agni Press, 1979

Antes das promessas: meditação e autodescoberta

Com sua vida espiritual, sua prática de meditação, ação desapegada e devoção, todas as coisas passam a ter um novo sentido. Algo sublime passa a ser vazio e vice-versa. Seus planos de vida tornam-se pífios e você percebe um mundo todo à sua disposição, o qual você também se dispõe a amar e a servir. Um mundo que estava bem debaixo do seu nariz, mas que nunca imaginou que existia. Esse mundo não é um conto de fadas, nem um mosteiro ou uma caverna. Esse mundo é a sobreposição da vida divina sobre a vida cotidiana. É o mundo com seu significado e propósito completos, aguardando seus passos firmes para sua manifestação e completude finais.

Hoje estava lendo uma conversa de Sri Aurobindo com seus discípulos. Na história foi mencionado que nossos conceitos sobre justiça e realidade podem limitar a ação da Graça superior. Foi o que me inspirou a escrever, baseado nas minhas experiências e nos ensinamentos de Sri Chinmoy.

Promessas-problema

Na minha vida, lembro só de duas promessas que fiz. E quebrei todas elas. Uma delas foi que nunca iria deixar de comer carne e outra que nunca me separaria da minha noiva. Hoje sou vegetariano e solteiro.

No Mahabharata, que é como uma bíblia do hinduísmo, há inúmeras histórias sobre os personagens realizando promessas. A veia comum nessas histórias é que todos os personagens se dão muito mal por terem feito promessas. Notoriamente, diversos exércitos lutaram contra o lado do bem na Batalha de Kurukshetra por conta de promessas anteriores.

Arjuna, no 13º dia da Batalha, ao ver o seu filho morto em uma emboscada, fez o juramento que se não vingasse a sua morte até o por do sol seguinte, ele entraria vivo numa fogueira de cremação.

Mas Arjuna era o bastião do seu exército, o exército que Sri Krishna, a personificação do Divino e da Verdade na Terra, havia colocado contra as forças demoníacas que utilizavam o exército oponente. Que audácia teve Arjuna de arriscar a batalha e a humanidade toda para satisfazer seu orgulho ferido e sua emoção! Krishna, ao ficar sabendo da promessa de Arjuna, ficou profundamente insatisfeito. Ele teve que ajudar Arjuna a cumprir sua promessa, despendendo recursos, tempo e risco desnecessários para satisfazer a promessa egoísta de um guerreiro entristecido. Krishna admoestou todos os guerreiros a não fazerem promessas novamente.

Minha história é uma história de formiga (ou menos) comparada com a de Arjuna no Mahabharata, mas o princípio pode ser parecido. Por um impulso, ou por causa de uma ideia fixa que absorvi da sociedade (comer carne e noivar), fiz promessas que pareciam fazer todo o sentido naquele momento. Mas, depois de começar a meditar e (assim como na história de Arjuna e Krishna) com o toque da Graça do meu Mestre, Graça que de início eu não percebia, mas que hoje é a única coisa clara na minha vida, reparei que essas coisas que prometi eram todas contraprodutivas.

O melhor que tive a fazer foi quebrar as promessas, engolindo o orgulho e suportando todas as críticas exteriores dos amigos, família, etc. Então, renovado, pude continuar a minha jornada.

Mencionei o Mahabharata, mas o Cristo no Novo Testamento também incita seus alunos e discípulos a se aterem à tarefa em questão e não causarem problemas ao futuro com promessas:

Não jureis de forma alguma; nem pelos céus, que são o trono de Deus; nem pela terra, por ser o estrado onde repousam seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei. E não jures por tua cabeça, pois não tens o poder de tornar um fio de cabelo branco ou preto. Seja, porém, o teu sim, sim! E o teu não, não! O que passar disso vem do Maligno.

Mas é claro que nem tudo na vida é preto e branco. Sri Chinmoy também nos ensina na história que abre o capítulo do livro mencionado no início deste texto:

“Mas eu gostaria de lhe dizer que apenas uma promessa é boa: a sua promessa de que conquistará a ignorância e realizará Deus nesta vida.”

Sri Chinmoy costumava nos inspirar a fazer pequenas promessas, principalmente por ocasião do ano novo, sempre muito direcionadas e, se não conseguíssemos cumpri-las, seguiríamos em frente sem olhar para trás. Ou seja, não é tanto uma promessa, mas sim um plano inspirador.

Por exemplo: meditarei uma vez mais ao dia durante o mês de janeiro (não precisa marcar algo fixo); farei exercícios físicos durante todo o mês de fevereiro (contanto que seja exercício, está bom); lerei os livros do meu Mestre todos os dias sem falta durante o mês de março (não importa qual livro dele).

São todas promessas muito razoáveis e que podem ser realizadas sem causar problema algum na sua vida, mesmo se não estiver com aquele livro que estava lendo; se não estiver com o seu tênis de corrida; se estiver numa reunião importante na hora da meditação. Sempre tem uma forma razoável de cumprir essas promessas. Elas servem para lembrar você de coisas que são importantes e não devem ser negligenciadas. Não são paradigmas forçados e autoinventados ou absorvidos da cultura local, como a minha ideia de que nunca deixaria de comer carne ou que deveria ficar com uma pessoa por toda a vida.

Queria escrever isto para ninguém ficar patinando na vida como eu fiz! Ou, pelo menos, patinar um pouquinho menos, por menos tempo!

Formas de meditar diferentes: a ação

playlist de música para meditação

 

Formas de meditar diferentes: a ação

por Patanga Cordeiro

 

Hoje sigo com mais uma pequena história do meu cotidiano.

 

Passei o dia no nosso centro de meditação fazendo reparos, podando e jardinando, planejando melhorias, acompanhado de um dos meus colegas.

 

Ao fim da tarde, apesar de eu não ter feito várias coisas que gosto de fazer principalmente nos domingos, eu estava me sentindo muito bem, simplesmente feliz, feliz sem motivo, feliz de estar satisfeito.

 

Uma parte disso se deve, acredito, por ter feito trabalho simples, manual, longe do computador e telefone (só fui ver meu telefone no fim da tarde, porque me avisaram que alguém queria falar comigo, mas estava tudo resolvido quando liguei).

 

Quando fui almoçar, pelas 14h, passei na frente da foto de Sri Chinmoy. É a foto que uso para meditar todos os dias. Naquele momento, essa foto parecia tão viva, como se estivesse dentro de mim, ou como estivesse compondo os meus arredores, as coisas que existiam no meu dia.

 

Eu não estava me sentindo particularmente elevado, mas, quando penso bem, estava servindo, estava fazendo algo com um significado interior, estava ocupado com algo luminoso, estava sempre em silêncio ou falando coisas boas.

 

Tive a sensação de que fiz muito progresso nesse dia. De que melhorei muitas coisas. A única coisa que fiz foi cortar galhos, limpeza, com uma companhia espiritual, num ambiente espiritual. Mas tive o resultado de como se tivesse uma meditação profunda, que é algo que acontece apenas raramente durante o meu horário de meditação propriamente.

Restaurante vegano na Vila Mariana – São Paulo/SP

Espaço Colaborativo “A Casa Madal”, criado em homenagem ao líder espiritual Sri Chinmoy, é inaugurado com bistrô vegano na Vila Mariana

A Casa Madal é um espaço criado em homenagem ao líder espiritual Sri Chinmoy por seus alunos de meditação. O espaço foi idealizado para receber aquelas pessoas que buscam uma pausa no dia a dia corrido, servindo comida vegana com delivery gratuito na Vila Mariana e também recebendo encomendas.

casa madal restaurante vegano em sp vila mariana

A proposta do bistrô Mahakali é de slow food e serve comida vegana, de quinta a domingo, com pratos do dia. Quinta-feira é servido o Macarrão de Arroz à Bolonhesa de Lentilha, sexta-feira é dia de Moqueca de Frutos do Mato, sábado é Feijoada Veg e domingo é servido Curry de Grão de Bico com Espinafre.

Como opção ao prato do dia tem o burguer vegano caseiro. Além disso, também são servidos doces veganos, como bolo pão de melado, brownie e torta de limão; e salgados como tortas e quiches. Tudo feito com boas energias e muito cuidado.

Quando voltar ao normal, o espaço também conta com uma lojinha de produtos naturais, veganos e sustentáveis. Outra proposta d’A Casa Madal é oferecer aulas gratuitas de meditação.

A Casa Madal delivery e restaurante vegano
Endereço: Rua Paula Ney, 667 – Vila Mariana – São Paulo/SP
Encomendas e cardápio (WhatsApp): (11)98128-1376
Horário de funcionamento temporário: Quinta a domingo de 12h às 17h (flexível para encomendas)
Instagram: @casamadal